A ação ocorreu durante a Operação Caraíba, deflagrada em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A Polícia Federal realizou uma nova ofensiva contra o garimpo ilegal na Amazônia e destruiu equipamentos utilizados na extração clandestina de minérios dentro do Parque Nacional do Mapinguari, em Guajará-Mirim, interior de Rondônia. A ação ocorreu durante a Operação Caraíba, deflagrada em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Segundo a PF, três frentes de mineração ilegal foram desativadas na área de preservação ambiental. Durante a operação, os agentes inutilizaram três escavadeiras hidráulicas utilizadas pelos criminosos para exploração irregular de ouro e cassiterita.
Operação combate mineração clandestina na Amazônia
As autoridades informaram que não houve prisões durante a ação. A destruição dos maquinários foi autorizada com base na Lei de Crimes Ambientais e no Decreto nº 6.514/08, que permitem a inutilização dos equipamentos quando não há condições adequadas de transporte ou armazenamento.
A Polícia Federal destacou que a medida busca impedir a reutilização dos equipamentos em novas atividades criminosas dentro da floresta amazônica.
Garimpo ilegal já causou prejuízos milionários
Entre fevereiro e março deste ano, outra operação semelhante já havia sido realizada na mesma região. Na ocasião, foram apreendidos bens avaliados em aproximadamente R$ 7 milhões.
Entre os materiais confiscados estavam:
- oito escavadeiras hidráulicas;
- um trator de esteira;
- três quadriciclos;
- 24 máquinas utilizadas na mineração ilegal;
- 223 gramas de mercúrio;
- 36 mil litros de combustível;
- seis armas de fogo;
- munições de calibre 9 mm;
- antenas Starlink usadas pelos criminosos.
As investigações apontam que os garimpos ilegais causavam impactos ambientais severos na unidade de conservação, incluindo desmatamento e contaminação de rios.
Parque Nacional do Mapinguari é área protegida
O Parque Nacional do Mapinguari está localizado entre os estados de Rondônia e Amazonas e possui mais de 1,7 milhão de hectares de área protegida. A unidade é considerada estratégica para a preservação da biodiversidade amazônica.
O nome “Mapinguari” faz referência a uma criatura lendária do folclore amazônico, conhecida como protetora das florestas.
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