Investigação que implicou o suspeito corre sob sigilo
Um contador está preso há mais de uma semana no Rio de Janeiro, por supostamente participar do vazamento de dados do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e de familiares do juiz do STF.
A defesa confirmou a prisão e pediu que a identidade do cliente permanecesse em sigilo.
A investigação sobre o vazamento de dados de Moraes corre sob sigilo. Segundo informações do caso, o contador afirmou à Polícia Federal (PF) que obteve dados fiscais de forma ilegal.
Moraes assinou a ordem de prisão, revelou o jornal Folha de S.Paulo.
O caso faz parte de um inquérito que apura acessos irregulares a dados fiscais de ministros do STF e de seus familiares.
Contador teria intermediado acesso aos dados
De acordo com a investigação, o contador relatou à Polícia Federal que atuou como intermediário no vazamento de dados de Moraes.
Ele teria conectado uma pessoa interessada nas informações sigilosas a outra que dizia ter acesso aos sistemas da Receita Federal.
Os nomes mencionados pelo investigado foram apresentados aos investigadores, mas permanecem sob sigilo.
O advogado do contador afirma que tenta há dias obter acesso à decisão judicial que determinou a prisão do cliente.
Segundo ele, pedidos de acesso aos autos ainda não receberam resposta.
A defesa também afirma não ter recebido cópia das ordens de busca e apreensão nem da decisão que determinou o uso de tornozeleira eletrônica.
Investigação mira acessos irregulares
Esta é a primeira prisão conhecida na investigação sobre vazamento de dados de Moraes e de outros integrantes do Supremo.
Antes da prisão, a PF realizou operações contra suspeitos de participação no caso.
Até fevereiro, seis pessoas haviam sido alvo de buscas e de medidas cautelares.
Entre os investigados aparecem funcionários ligados a sistemas de dados do governo federal.
Há suspeitos que atuavam no Serpro, empresa estatal responsável pelo processamento de informações da administração pública.
Também aparecem técnicos e funcionários que teriam acesso a sistemas da Receita Federal.
A investigação começou depois de Moraes solicitar à Receita Federal uma auditoria sobre possíveis acessos indevidos a dados fiscais. O levantamento identificou registros sem justificativa funcional.
Esses acessos levaram à abertura do inquérito que apura o vazamento de dados de Moraes.
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