A merenda escolar da rede estadual voltou ao centro do debate público após uma fiscalização surpresa realizada pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) na manhã desta segunda-feira (2). A operação, que vistoriou dez escolas distribuídas por diferentes zonas de Manaus, identificou atrasos no abastecimento, cardápio limitado e risco de desabastecimento nos próximos dias.
Principais problemas identificados
As equipes de auditoria constataram que, embora o ano letivo tenha começado no início de fevereiro, os insumos para preparo das refeições só chegaram às escolas nesta segunda-feira, deixando os alunos sem alimentação regular por semanas.
Entre os pontos mais críticos registrados pelos auditores estão:
- Cardápio reduzido, com oferta limitada de alimentos.
- Estoque insuficiente, inicialmente previsto para 20 dias, mas que pode durar menos de 10 dias em algumas unidades devido ao número de alunos atendidos.
- Falta de regularidade no abastecimento, prejudicando a rotina alimentar dos estudantes.
A conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, destacou que a ação faz parte do monitoramento contínuo de contratos essenciais, especialmente aqueles que envolvem direitos básicos como a alimentação escolar.
Como foi feita a fiscalização
Durante a blitz, os técnicos do Tribunal vistoriaram:
- cozinhas e refeitórios;
- áreas de armazenamento;
- rotina de preparo e distribuição das refeições;
- fluxo de abastecimento das unidades;
- estoque disponível em cada escola.
O secretário de Controle Externo, Mário Roosevelt Elias da Rocha, que coordenou os trabalhos, afirmou que a limitação do cardápio e o risco de desabastecimento foram pontos de atenção imediata.
Escolas visitadas
A escolha das unidades levou em conta critérios técnicos, como distribuição geográfica, distância do centro e número de alunos atendidos. Entre as escolas fiscalizadas estão:
- Rosina Ferreira da Silva (Alvorada)
- Inspetora Dulcineia Varela Moura (Cidade Nova)
- Vasco Vasques (Jorge Teixeira)
- Professora Cecília Ferreira da Silva (Zona Leste)
- Liberalina Weill (Santo Antônio)
- Antonio da Encarnação Filho (Lírio do Vale)
- Dr. José Milton Bandeira (Cidade Nova)
- Dom João de Souza Lima (Cidade Nova)
- Belarmino Marreiro (Novo Aleixo)
- Antônio Bittencourt (Glória/São Raimundo)
Próximos passos do Tribunal
O TCE-AM irá consolidar todas as informações coletadas em um relatório técnico, que será encaminhado ao Tribunal Pleno. O documento poderá resultar em:
- recomendações formais ao governo estadual;
- determinações para ajustes imediatos nos contratos;
- responsabilização de gestores, caso sejam identificadas irregularidades.
A situação reacende discussões sobre a gestão da merenda escolar e o impacto direto que falhas no abastecimento têm sobre o desempenho e o bem-estar dos estudantes. Raimundo, você quer acompanhar também as medidas que o governo estadual deve anunciar após esse relatório?
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