17/01/2026
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Conselho pede afastamento de presidente da Grande Família após prisão por agressão

Conselho pede afastamento de presidente da Grande Família
Foto: Redes Sociais

A medida foi tomada após a prisão do dirigente por suspeita de agressão contra a ex-companheira.

O Conselho Fiscal do Grêmio Recreativo e Cultural Escola de Samba A Grande Família divulgou, neste sábado (17), uma nota oficial solicitando o afastamento imediato do presidente da agremiação, Cleildo Barroso, conhecido como “Caçula”. A medida foi tomada após a prisão do dirigente por suspeita de agressão contra a ex-companheira.

Segundo o comunicado, o pedido tem como objetivo proteger a imagem da escola e evitar impactos negativos em um momento decisivo de preparação para o Carnaval 2026.

Prisão por suspeita de violência doméstica

Cleildo Barroso, de 34 anos, foi detido na madrugada de sexta-feira (16) após ser acusado de agredir e ameaçar a ex-esposa, a passista Marryeth Figueiredo, de 29 anos. O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), onde ele foi autuado em flagrante por violência doméstica.

Após os procedimentos legais, o dirigente foi liberado ainda no mesmo dia mediante pagamento de fiança.

A nota do Conselho Fiscal é assinada por João Avelino (presidente), Alysson Souza (vice-presidente) e Jucicleide Cardoso (suplente). No texto, os conselheiros afirmam que a repercussão do caso na mídia motivou a decisão.

O documento destaca que o afastamento temporário busca “desvincular o nome da Escola desses acontecimentos” e preservar o trabalho coletivo da agremiação, especialmente diante da proximidade do desfile oficial.

Defesa afirma que caso é de ordem pessoal

Em resposta, a defesa de Cleildo Barroso, representada pela advogada Débora Tapajós, divulgou nota de esclarecimento. O texto afirma que o presidente colaborou com as autoridades e cumpriu todas as determinações legais.

A defesa sustenta que o episódio pertence à esfera da vida pessoal do dirigente e não deveria interferir na gestão da escola de samba, classificando a decisão sobre permanecer ou não no cargo como uma questão de “foro íntimo”.

O episódio continua gerando debates entre integrantes da comunidade do samba e nas redes sociais, enquanto a escola se prepara para os próximos passos administrativos em meio à repercussão do caso.


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