Governo chinês afirma que ação dos EUA viola o direito internacional.
O Ministério das Relações Exteriores da China instou, neste domingo (04/01), os Estados Unidos a libertarem imediatamente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após a captura do líder venezuelano por soldados norte-americanos em Caracas. Em declaração oficial, Pequim também pediu que Washington garanta a segurança pessoal de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e defendeu que a crise seja resolvida por diálogo e negociação, sem tentativa de derrubada do governo venezuelano.
O posicionamento chinês ocorre um dia depois de a Rússia também solicitar a libertação de Maduro e da primeira-dama. Moscou afirmou agir diante de “relatos confirmados” de que o casal foi levado para os Estados Unidos após a operação e defendeu uma saída diplomática para o impasse.
A captura foi confirmada no sábado (03/01) pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que declarou que Maduro e Cilia Flores foram retirados do país e levados sob custódia. A China afirmou ainda que a ação norte-americana viola o direito internacional, as normas básicas das relações internacionais e os princípios da Carta da ONU.
Segundo as informações publicadas, Maduro seguirá detido enquanto aguarda julgamento por acusações ligadas a narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas, com o caso tramitando em Nova York. Ele passou a madrugada de domingo no Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn, unidade carcerária mencionada em reportagens internacionais como alvo de críticas por condições internas.
Ainda de acordo com reportagem internacional, a ofensiva norte-americana contra a Venezuela teria deixado ao menos 40 mortos, entre civis e militares, conforme relato atribuído a uma autoridade venezuelana.
*Fonte ampost
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