Brasil e México ficam de fora
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu neste sábado (7) chefes de Estado e representantes de países da América Latina e do Caribe para discutir ações conjuntas contra o crime organizado e a imigração ilegal no continente. O encontro, chamado “Escudo das Américas”, resultou em um acordo de cooperação regional voltado ao enfrentamento de organizações criminosas e redes de tráfico internacional.
A reunião ocorreu em um clube de golfe de Trump em Doral, na Flórida, e contou com a presença de diversos líderes da região.
Líderes presentes na cúpula
Entre os participantes estavam:
- Javier Milei, presidente da Argentina
- Daniel Noboa, presidente do Equador
- Nayib Bukele, presidente de El Salvador
- Representantes de Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Honduras, Panamá, Paraguai, Guiana e Trinidad e Tobago
- O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast
O objetivo central da iniciativa é ampliar o compartilhamento de informações e fortalecer a cooperação internacional para conter o avanço do crime organizado no continente.
Brasil e México ficam de fora
Apesar da proposta de articulação continental, Brasil e México não participaram da cúpula.
Especialistas avaliam que a ausência dos dois países pode limitar o impacto do acordo, já que ambos desempenham papéis estratégicos nas rotas internacionais do narcotráfico.
- Cartéis mexicanos têm forte influência na cadeia global do tráfico de drogas
- Grupos criminosos brasileiros controlam rotas e portos usados para envio de entorpecentes à Europa
Estratégia faz parte da política regional dos EUA
A cúpula integra a estratégia geopolítica defendida por Trump para reforçar a presença dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. O presidente tem chamado essa abordagem de “Doutrina Donroe”, uma adaptação da histórica Doutrina Monroe, que orientou por décadas a política externa norte-americana para as Américas.
A proposta busca:
- ampliar a cooperação em segurança
- conter a influência de potências estrangeiras no continente
- fortalecer alianças regionais alinhadas aos interesses dos EUA
Analistas apontam desafios
Especialistas em relações internacionais afirmam que o sucesso do acordo dependerá da continuidade da cooperação entre os governos envolvidos.
Eles também destacam que mudanças políticas na região podem alterar prioridades e comprometer alianças baseadas em afinidades ideológicas.
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