03/03/2026
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Trump diz que ofensiva dos EUA e Israel destruiu “praticamente tudo” no Irã e anuncia novos ataques

Trump diz que ofensiva dos EUA e Israel destruiu “praticamente tudo” no Irã
Foto Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que a ofensiva militar conduzida em parceria com Israel contra o Irã destruiu “praticamente tudo” no território iraniano. A declaração foi feita no Salão Oval da Casa Branca, após reunião com o chanceler alemão Friedrich Merz. Segundo Trump, uma nova série de ataques deve ocorrer em breve.

De acordo com o presidente norte‑americano, o Irã estaria sem defesas aéreas e sem liderança. Ele mencionou, sem apresentar detalhes, que “hoje houve um ataque na nova liderança”. Mais cedo, veículos de imprensa israelenses noticiaram que Israel teria bombardeado o prédio do conselho de aiatolás responsável por escolher o próximo líder supremo. O governo iraniano, porém, nega ter perdido sua capacidade de defesa.

Trump afirmou que a ofensiva conjunta continuará nas próximas semanas, com o uso de mísseis e drones. Ao justificar a decisão de atacar, disse ter agido por acreditar que o Irã lançaria uma ação antes. Ele também reconheceu ter pressionado Israel a participar da operação.

O presidente declarou ainda que o país do Oriente Médio estaria sem liderança definida e expressou o desejo de que “alguém de dentro” do regime iraniano assuma o comando. Segundo ele, novas incursões militares já estão previstas.

A reunião com Merz foi o primeiro encontro de Trump com um líder europeu desde o início da ofensiva, que intensificou o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã e elevou os preços do petróleo ao maior patamar desde 2024. Ao lado do chanceler alemão, Trump afirmou que discutiriam o conflito e questões comerciais, destacando que Merz “tem ajudado” no contexto da crise.

Trump também declarou que a Alemanha tem permitido o desembarque de forças norte‑americanas em “certas áreas”, embora Washington não tenha solicitado o envio de tropas terrestres alemãs.

A visita de Merz ocorreu no mesmo dia em que Alemanha e França anunciaram planos para aprofundar a cooperação em dissuasão nuclear, em meio às tensões na relação transatlântica, às ameaças da Rússia e à instabilidade provocada pelo conflito com o Irã.

O chanceler alemão foi o primeiro líder europeu a ir a Washington após os ataques que bloquearam uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e afetaram o tráfego aéreo internacional. A reunião, inicialmente voltada a temas comerciais, acabou marcada pela ofensiva conjunta de EUA e Israel que matou o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e outros dirigentes do país.

No domingo anterior, Merz evitou condenar os bombardeios norte‑americanos, mas também não manifestou apoio explícito à operação, que tem sido criticada por supostamente carecer de justificativas suficientes e respaldo jurídico no direito internacional.


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