A travessia de petroleiros pelo Estreito de Ormuz começou a ser retomada de forma gradual nesta terça‑feira (17), em meio ao clima de tensão geopolítica no Oriente Médio. A região, considerada uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, é responsável por uma parcela expressiva do transporte global de petróleo.
Segundo o conselheiro econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, já há registros de embarcações voltando a cruzar o estreito, ainda que com cautela. A navegação havia sido afetada após ataques envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, o que elevou o risco na área.
“Já se vê petroleiros começando a passar lentamente pelo estreito”, afirmou Hassett em entrevista à CNBC.
Impacto no preço do petróleo
A retomada parcial da rota é vista como um fator que pode ajudar a reduzir a volatilidade nos preços do petróleo, que oscilaram nas últimas semanas devido à instabilidade no fornecimento. Hassett afirmou que o mercado tende a reagir conforme o fluxo marítimo seja normalizado, o que pode refletir no valor dos combustíveis em escala global.
Expectativa de conflito curto
O governo dos Estados Unidos avalia que o conflito pode ter duração limitada, com impacto concentrado em semanas. A análise reforça o discurso do presidente Donald Trump, que tem buscado sinalizar controle da situação para reduzir tensões no mercado internacional.
Cenário ainda instável
Apesar dos primeiros sinais de retomada, especialistas alertam que a região permanece sensível e sujeita a novos episódios de escalada militar. O fluxo de navios ainda está abaixo do normal, e o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção da geopolítica global, com impacto direto na economia e no abastecimento energético mundial.
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