Entre os pontos citados estão informações de que Moraes e sua esposa, Viviane Barci, teriam utilizado aeronaves vinculadas ao banco Master.
A Transparência Internacional voltou a pressionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que apure possíveis relações entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o escândalo envolvendo o Banco Master.
Em publicação nas redes sociais, a organização questionou a ausência de providências por parte da PGR diante de reportagens que apontam possíveis conexões entre o magistrado, sua família e o banco, que foi liquidado pelo Banco Central após um rombo bilionário.
Denúncias envolvem viagens, contratos e contatos com investigados
Entre os pontos citados estão informações de que Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci, teriam utilizado aeronaves vinculadas ao banco em diversas ocasiões. O ministro nega as acusações.
A ONG também mencionou suspeitas envolvendo um contrato milionário firmado entre o Banco Master e o escritório de Barci, estimado em R$ 129 milhões — valor considerado fora do padrão do mercado jurídico.
Questionamentos sobre patrimônio e atuação profissional
Segundo as denúncias divulgadas pela imprensa, o crescimento patrimonial da advogada e a natureza dos serviços prestados ao banco levantaram dúvidas. Embora a defesa sustente que houve consultoria jurídica e atuação estratégica, há questionamentos sobre a efetiva execução desses trabalhos.
Relatórios indicariam, inclusive, possíveis inconsistências na autoria de documentos atribuídos ao escritório, o que amplia as suspeitas levantadas.
Suspeitas de influência e contatos com autoridades
Outro ponto destacado envolve supostas interações entre Moraes e o empresário ligado ao banco, incluindo troca de mensagens e encontros. Também há relatos de contatos com autoridades, como integrantes do Banco Central, em meio às discussões sobre a situação da instituição financeira.
As suspeitas levantam questionamentos sobre possível conflito de interesses ou atuação indevida, embora nenhuma acusação tenha sido formalizada até o momento.
PGR ainda não abriu investigação
Apesar da repercussão, a Procuradoria-Geral da República ainda não instaurou inquérito para apurar o caso. A ausência de investigação é justamente o principal alvo das críticas da Transparência Internacional, que cobra uma resposta institucional diante da gravidade das denúncias.
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