Casos recentes da infecção rara e letal acendem alerta internacional e mobilizam medidas sanitárias em diversos países da Ásia.
A confirmação de novos casos do vírus Nipah na Índia levou países asiáticos a intensificarem os protocolos de vigilância sanitária em aeroportos. A doença, considerada rara, sem cura e com alta taxa de letalidade, voltou a preocupar autoridades de saúde após infectar profissionais da área médica e exigir o isolamento de dezenas de pessoas que tiveram contato com os pacientes.
Mais de 100 pessoas em quarentena
Na cidade de Calcutá, no estado de Bengala Ocidental, mais de 100 pessoas foram colocadas em isolamento após exposição ao vírus. Entre os infectados estão cinco profissionais de saúde, incluindo médicos e enfermeiros. Um dos pacientes permanece em estado crítico, segundo autoridades locais.
Reforço nos aeroportos da Ásia
Diante do avanço dos casos, países como Tailândia, Nepal e Taiwan adotaram medidas mais rígidas de controle sanitário em seus aeroportos. As ações incluem triagem de sintomas, monitoramento de passageiros e protocolos semelhantes aos implementados durante a pandemia de Covid-19. O governo indiano afirma que a situação está sob controle e tenta conter o pânico entre a população.
Risco para o Brasil é considerado baixo
Especialistas brasileiros avaliam que o risco de o vírus Nipah chegar ao país é real, mas a possibilidade de transmissão local é considerada baixa. O infectologista Julio Croda, da Fiocruz, destaca que as características do vírus dificultam sua disseminação em larga escala. Já Benedito Fonseca, da USP, ressalta que, embora o período de incubação possa chegar a 45 dias, os surtos tendem a se restringir a contatos próximos.
O que é o vírus Nipah
Detectado pela primeira vez em 1999, o vírus Nipah é transmitido principalmente por morcegos frugívoros. Os sintomas variam de febre e dores musculares a complicações respiratórias e encefalite. A taxa de letalidade pode variar entre 40% e 75%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que classifica o vírus como prioritário para pesquisas devido ao seu potencial epidêmico.
*Fonte ampost
Descubra mais sobre Manaustime
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
