O número de mortos no devastador incêndio que atingiu um complexo residencial em Hong Kong continua a subir e chegou a 146 vítimas neste domingo (30), segundo atualização da polícia local. Outras 79 pessoas ficaram feridas e mais de 100 seguem desaparecidas, enquanto equipes de emergência trabalham para localizar sobreviventes e identificar corpos.
O fogo começou na noite de 26 de novembro e se espalhou rapidamente por sete dos oito blocos residenciais do Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, ao norte de Hong Kong. A área abrigava quase 4 mil moradores, muitos dos quais não conseguiram escapar devido à velocidade com que as chamas avançaram.
Investigações preliminares apontam que o incêndio pode ter sido agravado por materiais inflamáveis usados nas obras de reforma do complexo, como folhas de plástico, poliestireno e andaimes de bambu e redes de náilon — prática comum em Hong Kong, mas alvo de críticas diante da tragédia.
A polícia alertou que o número de mortos pode aumentar, já que as buscas continuam em estruturas parcialmente destruídas. Centenas de famílias seguem sem notícias de parentes, ampliando a tensão e a angústia na região.
A tragédia mobilizou a população: milhares de pessoas formaram uma fila de quase 2 quilômetros no domingo para prestar homenagens às vítimas e deixar flores e velas próximas ao complexo destruído.
As autoridades informaram que a causa exata do incêndio ainda não foi determinada. No entanto, oito pessoas foram presas por suspeita de corrupção relacionada às obras de renovação e outras três detidas por homicídio culposo.
O incêndio só foi totalmente contido na manhã de sexta-feira (28/11), após o trabalho de mais de 2 mil bombeiros, que combateram as chamas que se espalharam tanto verticalmente quanto entre os prédios.
As buscas continuam, enquanto Hong Kong tenta compreender a dimensão de uma das maiores tragédias urbanas de sua história recente.
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