A Prefeitura de Manaus lançou nesta quarta-feira (28) edital para contratar uma empresa de engenharia responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo dos corredores de ônibus das zonas norte e leste da capital. O serviço está estimado em R$ 6,3 milhões.
Segundo o edital, as propostas poderão ser entregues à CML (Comissão Municipal de Licitação), no edifício Atlantic Tower, na zona centro-sul de Manaus, a partir desta quinta-feira (29) até as 9h45 do dia 25 de março. A abertura dos envelopes está marcada para as 9h, no mesmo dia, no horário local.
A contratação faz parte do plano de requalificação, modernização e ampliação do mobiliário urbano, além da adequação do sistema de mobilidade urbana da cidade. Conforme o documento, a licitação será do tipo “técnica e preço”, exigindo das proponentes a apresentação de proposta detalhada de quantitativos e valores.
O corredor exclusivo para ônibus, conhecido como Faixa Azul, começou a ser implantado em Manaus em 2015 e passou a operar em vias como as avenidas Constantino Nery, Max Teixeira, Umberto Calderaro e Torquato Tapajós. No entanto, o modelo sofreu sucessivos recuos ao longo dos anos.
Em março de 2015, três pessoas morreram ao tentar atravessar o corredor do sistema BRS na Avenida Constantino Nery, semanas após a restrição da via para veículos de passeio. As vítimas atravessavam entre carros parados no congestionamento e entravam na pista exclusiva, que permanecia livre para os ônibus.
Em setembro de 2016, a Faixa Azul foi suspensa na Avenida Max Teixeira apenas quatro dias após a implantação. No primeiro dia de funcionamento, um homem de 70 anos morreu atropelado ao tentar atravessar a via, em frente ao Colégio da Polícia Militar, na zona Norte. À época, a prefeitura informou que realizaria novos estudos sobre o sistema viário da área.
O modelo também foi alvo de questionamentos do MPAM (Ministério Público do Amazonas), que ingressou com ação civil pública pedindo a suspensão das faixas azuis em Manaus até a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana.
O pedido foi rejeitado em primeira instância e, em outubro de 2019, os desembargadores da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Amazonas negaram o recurso do MP e mantiveram as faixas exclusivas, ao entender que o Judiciário não deve interferir em decisões de política pública de mobilidade urbana.
Descubra mais sobre Manaustime
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
