Dedei Lobo (PSC), prefeito do município de Humaitá, encontra-se no epicentro de uma investigação iniciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), sob a acusação de práticas de improbidade administrativa e desvio de recursos públicos. As acusações, que incluem pagamentos indevidos a empresários contratados pela prefeitura e emissão de notas fiscais sem a correspondente entrega de produtos, lançam uma sombra obscura sobre a integridade da gestão municipal.
Confira denúncia na íntegra:
Segundo informações da 1ª Promotoria de Justiça, foram identificadas discrepâncias nos empenhos, notas fiscais e pagamentos direcionados à empresa Paulina de Lima da Silva LTDA. Esses valores, que totalizam uma cifra alarmante de R$10.582.271,00 em contratos com a prefeitura, não condizem com os produtos efetivamente entregues. A suspeita é de que parcelas desses pagamentos acabaram em destinos não justificados.
O Ministério Público revelou que, no dia dos pagamentos realizados pela Prefeitura de Humaitá à empresa mencionada, um intermediário ligado ao prefeito, Gedes Rosa da Silva, comparece ao escritório da Paulina Lima da Silva Ltda. para coletar uma parte dos valores transferidos. Com uma procuração do prefeito, Gedes Rosa retira grandes quantias em saques bancários para, supostamente, atender às exigências de José Cidenei Lobo, conhecido como “Dedei Lobo”.
A investigação aponta ainda para o envolvimento da empresa M. M. Soares de Oliveira, propriedade de Marcos Maurício Soares de Oliveira, que também estaria participando ativamente do esquema criminoso de desvio de recursos públicos. Esta empresa mantém contratos expressivos, somando um total de R$ 25.500.000,00, dentro do Fundo Municipal de Saúde e do Fundo Municipal de Educação.
O desenrolar dos eventos sugere que após os vultosos saques bancários efetuados pela empresa, um indivíduo identificado como Wallace comparece ao Posto TAM para a coleta de valores destinados a Dedei Lobo.
A situação se torna ainda mais alarmante, pois alegações apontam que parte dos fundos desviados são destinados ao pagamento de despesas pessoais de familiares do prefeito, incluindo despesas médicas hospitalares de Francisca Morais do Nascimento, mãe do gestor municipal, que encontra-se internada em uma unidade hospitalar no Estado de São Paulo. Essas ações estão supostamente sendo intermediadas por Clailton Alves de Oliveira, conhecido como “Loro”.
O escândalo emergente lança uma sombra de suspeita sobre a administração pública de Humaitá, levantando questões cruciais sobre a conduta ética e a integridade na gestão dos recursos municipais. As investigações prosseguem, e a sociedade aguarda por respostas claras e ações que assegurem a transparência e a responsabilidade na administração pública.
*Com informações cm7brasil
Descubra mais sobre Manaustime
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
