Belém (PA) — Uma investigação da Polícia Federal revelou um esquema que aponta para a infiltração direta de agentes de segurança pública em atividades de tráfico de drogas na região Norte. Segundo as apurações, mais de 40 policiais militares e guardas municipais teriam sido cooptados por uma facção criminosa para atuar no transporte, distribuição de entorpecentes e lavagem de dinheiro.
O grupo operava principalmente no Pará, com ramificações no Amapá e conexões internacionais. De acordo com a PF, os agentes envolvidos desempenhavam funções semelhantes às de “aviõezinhos do tráfico”, transportando drogas como maconha e cocaína entre estados e auxiliando na movimentação financeira da organização.
Apropriação de drogas e ampliação dos lucros
As investigações apontam que alguns dos agentes não apenas colaboravam com a logística do tráfico, como também se apropriavam de drogas de facções rivais para revendê-las, aumentando os lucros do esquema.
A PF identificou ainda que parte dos envolvidos participava de ações violentas, incluindo sequestros e possíveis homicídios relacionados à disputa entre grupos criminosos.
Líder seria guarda municipal foragido
O suposto líder da organização é um guarda municipal, atualmente foragido, que teria movimentado cerca de R$ 40 milhões em contas bancárias ao longo de três anos. Ele é apontado como responsável por coordenar operações de transporte de drogas, gerenciar recursos ilícitos e comandar outros integrantes da facção.
A investigação também identificou o uso de “laranjas” para ocultar a origem do dinheiro e movimentar grandes quantias provenientes do tráfico. Operadores financeiros ligados ao grupo chegaram a movimentar milhões de reais em nome de terceiros.
Operação de grande escala
A ofensiva da Polícia Federal inclui o cumprimento de dezenas de mandados de prisão e busca e apreensão em vários estados. Até o momento, alguns policiais já foram detidos, mas a PF afirma que o trabalho continua para identificar todos os envolvidos e mapear a extensão da infiltração.
Cenário preocupa autoridades
O caso expõe um quadro grave de infiltração do crime organizado dentro das forças de segurança, algo que especialistas consideram um dos maiores desafios para o combate ao tráfico na região amazônica.
A PF segue aprofundando as investigações, que ainda estão em andamento.
*Fonte ampost
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