Investigação aponta que grupo utilizava declarações falsas para obter benefícios previdenciários destinados a povos indígenas.
A Polícia Federal deflagrou, na quarta-feira (28), uma operação para desarticular um esquema de fraude previdenciária no sul da Bahia. A investigação apura a concessão irregular de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a pessoas que se passavam por indígenas sem vínculo com comunidades tradicionais.
Segundo a PF, o grupo utilizava documentos e declarações falsas para burlar os critérios exigidos pela legislação previdenciária. A operação foi desencadeada após a identificação de um aumento incomum na liberação de benefícios vinculados à condição indígena na região.
Esquema de falsidade e intermediação
As investigações indicam que os suspeitos se autodeclaravam indígenas, mesmo sem qualquer ligação com povos originários reconhecidos oficialmente. Essa falsa identidade era usada para acessar benefícios como aposentadoria rural e auxílios assistenciais, que possuem regras específicas para comunidades indígenas.
Há indícios de que intermediários atuavam orientando os requerentes e facilitando a entrega da documentação fraudulenta aos órgãos competentes. O prejuízo causado aos cofres públicos ainda está sendo apurado.
Ações da operação
Durante a operação, autorizada pela Justiça Federal, foram cumpridas medidas judiciais, incluindo buscas para apreensão de documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam comprovar a fraude. Todo o conteúdo recolhido será analisado para identificar os envolvidos e mensurar a dimensão do esquema.
Os investigados poderão responder por crimes como estelionato previdenciário, falsidade ideológica e associação criminosa. A Polícia Federal informou que as investigações seguem em andamento e não descarta novas fases da operação.
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