quinta-feira, 3 de abril de 2025
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PC-AM alerta sobre golpes e crimes em transportes de aplicativo e reforça cuidados para usuários e motoristas

motoristas
FOTOS : Lyandra Peres e Divulgação/PC-AM.

O caso de um falso motorista de aplicativo, investigado por dopar, roubar e estuprar vítimas em Manaus, ganhou repercussão em 2024

O uso de aplicativos de transporte se tornou uma prática comum no dia a dia, especialmente após momentos de lazer e festas. No entanto, os criminosos têm se aproveitado desse serviço para cometer delitos, se passando por motoristas ou passageiros falsos. Diante desse cenário, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) faz um alerta aos passageiros e motoristas sobre crimes que podem ser praticados durante trajetos em transportes por aplicativo. Além disso, reforçamos cuidados essenciais para garantir uma viagem segura e evitar situações de risco.

De acordo com o delegado Rafael Allemand, titular do 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP), os crimes envolvem esse tipo de transporte variando desde golpes financeiros até delitos mais graves, que podem ser praticados por pessoas de má indole que passam por motoristas ou passageiros.

“Os crimes mais comuns nesse tipo de transporte incluem estelionato, roubos, importunação e violência sexual, além de sequestros mediante restrição da liberdade do condutor. Já tivemos um caso como esse, investigado pelo 23º DIP, cujo autor é o João Paulo Quaresma, que é investigado por se passar por motorista de aplicativo para dopar e roubar passageiros, além de suspeitas de violência sexual contra passageiras”, disse o delegado.

Allemand destacou que o PC-AM segue em busca do falso driver de aplicativo. Ele tem diversos Boletins de Ocorrência (BOs) registrados em seu nome pelas práticas criminosas. Qualquer informação sobre o paradeiro dele pode ser repassada, de forma anônima, pelos canais de denúncia da Polícia Civil.

Principais recomendações

Conforme Allemand, algumas medidas simples, mas essenciais, podem reduzir riscos ao longo da trajetória, principalmente no caso das mulheres. Entre as principais orientações, está a confirmação dos dados da corrida: os passageiros devem verificar se o veículo e o condutor fornecem às informações cadastradas no aplicativo antes de embarcar, além de verificar há quanto tempo o motorista está na plataforma.

“É importante também que os passageiros compartilhem a localização em tempo real com familiares ou amigos, principalmente em trajetórias noturnas e mais longas. Além disso, evitem distrações, como o uso excessivo de celular, pois os distúrbios podem se aproveitar desses momentos de vulnerabilidade”, explicou.

Ainda segundo o delegado, os passageiros devem desconfiar de qualquer oferta de bombas, bebidas ou outros alimentos durante a viagem, pois há o risco de que esses itens possam ser adulterados com substâncias sedativas.

“Também chamamos atenção para mudanças inesperadas de trajetória: caso o motorista desvie da rota sem justificativa plausível, a orientação é entrar em contato com um familiar ou amigo. Em relação aos motoristas, eles devem se prevenir durante as corridas, mantendo contato com alguém de confiança, verificando o destino e a identidade dos passageiros, pois infratores utilizam perfis falsos para cometer delitos”, alertou o delegado.

Golpes financeiros

No que diz respeito a golpes financeiros, Allemand explicou que alguns motoristas mal-intencionados podem alegar que o passageiro não realizou o pagamento, mesmo quando ele foi feito corretamente.

“Para evitar esse tipo de problema, a recomendação é sempre optar por pagamentos realizados diretamente pelo aplicativo, pois isso gera um registro oficial da transação, dificultando fraudes e possibilitando contestação junto à plataforma em caso de cobrança indevida”, disse.

Outro golpe comum registrado nas delegacias é o do falso pix, quando o passageiro envia um comprovante de pagamento adulterado. Para evitar prejuízos, a PC-AM orienta que os motoristas verifiquem se o valor caiu na conta antes de encerrar a corrida.

“Os passageiros também deverão verificar se o destinatário do pix corresponde ao motorista. Em caso de cobrança indevida, a orientação é entrar em contato com a plataforma do aplicativo e, se necessário, registrar um Boletim de Ocorrência (BO)”, alertou o delegado.

Relato

Uma jovem de 21 anos relatou que foi vítima de um golpe ao pagar uma corrida por aplicativo em dinheiro. Ela pagou R$ 35 por uma viagem que custava R$ 32, mas o motorista alegou não ter troco e sugeriu creditar o valor restante na conta do aplicativo.

“Dois dias depois, ao tentar solicitar uma nova corrida, percebi que o aplicativo estava me cobrando uma dívida de R$ 52, afirmando que a corrida anterior não havia sido paga. Fiquei muito indignado porque eu ainda sabia que tinha pago corretamente e deixei um valor a mais. Mas como o pagamento foi em dinheiro, não tinha como provar”, contou o jovem.

A vítima foi orientada ao registrador do BO por meio da Delegacia Virtual e também entrou em contato com a empresa, via e-mail, detalhando o que aconteceu. Após isso, consegui o reembolso.

Denúncias

O delegado Rafael Allemand reforçou a importância das denúncias e do registro de BO caso alguém seja vítima desses crimes.

As denúncias podem ser feitas pelo 181, disque-denúncia da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), ou pelo telefone (92) 99155-6279, do 23º DIP. O BO pode ser registrado em qualquer unidade policial ou pela Delegacia Virtual, no endereço eletrônico https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal/ .


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