03/03/2026
Pesquisar

📲 Entre no CANAL DO MANAUSTIME NO WHATSAPP e receba notícias diretamente no seu dispositivo.

Ministro Alexandre Silveira afirma que dívida bilionária da Amazonas Energia será repassada ao consumidor

Amazonas Energia
Foto reprodução

Silveira classificou essa discussão como “desinformação completa, absurda e total”.

Nesta sexta-feira (12), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, rebateu veementemente as alegações de que os consumidores de energia no Brasil seriam responsabilizados pelos R$ 9 bilhões devidos pela Amazonas Energia à Eletrobras. Em entrevista à GloboNews, Silveira classificou essa discussão como “desinformação completa, absurda e total”, frisando que a Medida Provisória (MP) 1.232/24 visa, na verdade, um rebalanceamento dos custos no setor elétrico.

O ministro negou que a MP tenha sido editada para beneficiar a empresa Âmbar Energia, do grupo J&F, pertencente aos irmãos Batista. Em 10 de junho, 3 dias antes da MP, a empresa acertou a compra de termelétricas da Eletrobras com as quais a Amazonas tem uma dívida bilionária. O negócio envolve a aquisição por R$ 4,7 bilhões de 13 usinas a gás natural, sendo 12 já em operação e uma em estágio de implantação em Manaus.

A compra do parque térmico era vista como um negócio de risco no setor até a MP flexibilizar regras regulatórias para permitir a venda da Amazonas e criar mecanismos para dividir os custos com as térmicas entre todos os consumidores de energia.

“Nenhum centavo será repassado ao consumidor brasileiro, o que está sendo feito é o contrário disso”, afirmou Silveira, esclarecendo que a MP não sobrecarregará os consumidores de energia com a dívida da Amazonas Energia.

Segundo o ministro, existem dois interesses distintos que impulsionam essa “desinformação”. O primeiro envolve grupos empresariais que não conseguiram sucesso na aquisição das usinas térmicas vendidas pela Eletrobrás. O segundo, relacionado aos grandes consumidores do mercado livre, que estão insatisfeitos com a ideia de assumir parte dos custos pela contratação de usinas térmicas, anteriormente arcados exclusivamente pelos consumidores do mercado regulado.

Silveira destacou a importância de manter a energia mais barata para a grande indústria sem prejudicar os demais consumidores do país. Ele também mencionou discussões com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre possíveis alternativas para diminuir o impacto dos subsídios na conta de luz. Entre as propostas estão a retirada dos subsídios da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) ou a busca de recursos provenientes do petróleo para financiar esses custos.

“Temos tido a coragem, por determinação do presidente Lula, de colocar o dedo na ferida num tema extremamente espinhoso que é a contradição entre ter uma das melhores matrizes energéticas do mundo e ter uma das contas de energia mais caras do mundo”, declarou o ministro.

A MP 1.232/24 tem gerado debates acalorados no setor elétrico e entre os consumidores, mas a postura firme de Silveira visa tranquilizar a população quanto ao impacto financeiro das medidas. Ele reforçou que a prioridade do governo é assegurar um sistema elétrico equilibrado e justo, sem repassar custos exorbitantes ao consumidor final.

A dívida da Amazonas Energia com a Eletrobrás é um tema complexo que envolve não apenas questões financeiras, mas também políticas e regulatórias. A empresa tem enfrentado dificuldades em arcar com suas obrigações, o que levou à necessidade de intervenção do governo para garantir a sustentabilidade do setor elétrico.


Descubra mais sobre Manaustime

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Ministro Alexandre Silveira afirma que dívida bilionária da Amazonas Energia será repassada ao consumidor