Mesmo após articulações nos bastidores e cancelamento da viagem presidencial, senador participou da cerimônia e afirmou representar o Brasil no evento.
A participação do senador Flávio Bolsonaro na posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, gerou repercussão política após o cancelamento da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o evento.
Segundo informações divulgadas por analistas políticos e interlocutores do governo, a possibilidade de um encontro entre Lula e Flávio Bolsonaro durante a cerimônia internacional teria sido considerada um fator de tensão nos bastidores diplomáticos.
A cerimônia ocorreu em Valparaíso, sede do Congresso chileno.
Senador afirma que representou o Brasil
Após chegar ao Chile, Flávio Bolsonaro afirmou que sua presença no evento teve como objetivo representar o Brasil na cerimônia de posse.
“Da nossa parte aqui, estamos representando o Brasil”, declarou o senador.
Ele também destacou a recepção da comitiva brasileira durante os compromissos oficiais.
“Estamos sendo tratados aqui como chefes de Estado, o que é motivo de grande honra para todos nós, brasileiros”, afirmou.
Lula cancelou viagem ao Chile
O presidente Lula havia sido convidado para participar da posse de José Antonio Kast, mas cancelou a viagem ao país.
O governo brasileiro decidiu enviar o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para representar oficialmente o Brasil na cerimônia.
A Presidência não detalhou publicamente os motivos do cancelamento.
Relação entre Brasil e Chile é considerada estratégica
Durante a visita ao Chile, Flávio Bolsonaro também ressaltou a importância das relações econômicas entre os dois países.
Segundo ele, Brasil e Chile mantêm parcerias comerciais em setores como energia, indústria e alimentos.
O senador também citou projetos de integração regional, como a rota bioceânica, iniciativa voltada ao escoamento da produção brasileira para mercados asiáticos.
Kast assume presidência do Chile
José Antonio Kast venceu as eleições presidenciais chilenas em 2025 e assumiu o cargo nesta semana.
O novo presidente chileno tem defendido políticas voltadas à segurança pública e ao fortalecimento da economia, além de manter diálogo com lideranças políticas conservadoras na América Latina e em outros países.
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