Presidente do Brasil mantém aliança com ditador venezuelano
O Governo do Brasil, sob comando do presidente Lula (PT), não assinou um documento elaborado por membros do Mercosul – sob liderança da Argentina – pedindo o restabelecimento da democracia e o respeito aos direitos humanos na Venezuela, no último sábado (20).
A avalição do Palácio do Planalto é que um documento desses, assinado pelo Mercosul, poderia ser lido por autoridades dos Estados Unidos como um apoio a uma eventual ação militar norte-americana na Venezuela; e isso não interessa à Lula, que mantém aliança com o ditador venezuelano Nicolás Maduro.
A elaboração do documento ocorre em meio a tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela e o aumento da presença militar estadunidense na região do Caribe. O governo do presidente Donald Trump não reconhece Nicolás Maduro, no poder desde 2013, como líder legítimo da Venezuela.
Os Estados Unidos vêm bombardeando embarcações e apreenderam navios de petróleo, sob a justificativa de estar combatendo as rotas de narcotráfico que abastecem os Estados Unidos. Já para o presidente Nicolás Maduro, há interesses nas riquezas petrolíferas do país e o reforço militar na região tem o objetivo de tirá-lo do poder.
O país caribenho é um dos maiores produtores de petróleo do planeta. O produto é o coração da economia da Venezuela, e a ação norte-americana pode causar uma asfixia financeira ao país.
Além de Lula, o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi não assinou o documento, onde ambos alegam ser feito à margem da cúpula do bloco.
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