11/02/2026
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Latam demite piloto preso em operação que investiga rede de exploração sexual infantil

Latam demite piloto preso em operação
Foto: reprodução

A Latam Airlines Brasil confirmou que o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, não faz mais parte do quadro de funcionários da companhia. Em nota oficial, a empresa afirmou adotar política de “tolerância zero” para condutas que violem seus valores, princípios éticos e código de conduta, além de reforçar que está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela investigação.

A prisão do piloto ocorreu na manhã de segunda-feira (10), dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, enquanto passageiros embarcavam para um voo. A ação surpreendeu quem estava no local e marcou o início de uma série de desdobramentos da investigação.

Prisão é mantida após audiência de custódia

Sérgio passou por audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, não foram encontradas irregularidades no cumprimento do mandado de prisão, motivo pelo qual o piloto permanecerá detido. A defesa acompanhou a audiência, mas não se pronunciou publicamente. O processo tramita sob segredo de Justiça, o que impede a divulgação de detalhes adicionais.

Investigação aponta liderança em rede de exploração sexual

De acordo com a Polícia Civil, o piloto é suspeito de integrar e liderar uma rede de exploração sexual infantil que atuaria há pelo menos oito anos. A operação que investiga o caso foi batizada de “Apertem os Cintos”.

As autoridades afirmam que crianças e adolescentes eram exploradas com a participação de familiares. Entre os presos estão uma mulher de 55 anos, apontada como avó de algumas vítimas, e a mãe de outra criança. Segundo a investigação, o piloto realizava transferências via Pix — geralmente entre R$ 50 e R$ 100 — e chegou a pagar aluguel em troca de imagens de exploração sexual. As informações foram apresentadas pela diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP-SP) durante coletiva de imprensa.

Vítimas identificadas e possíveis novos desdobramentos

Até o momento, ao menos dez vítimas foram identificadas, mas a polícia acredita que o número pode aumentar após a quebra de sigilo do celular do piloto, autorizada pela Justiça. Entre os casos investigados estão três irmãs, atualmente com 10, 12 e 18 anos. Uma delas, segundo a polícia, teria sido vítima desde os 8 anos.

As investigações também apontam que o suspeito utilizava documentos falsos para levar vítimas a motéis. O veículo do piloto, uma Mercedes-Benz, foi apreendido para perícia e posteriormente devolvido à família.

Crimes investigados

Os envolvidos podem responder por crimes como estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes. A Polícia Civil segue com diligências para identificar outros possíveis participantes da rede e localizar novas vítimas.


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