28/02/2026
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Idoso de 86 anos com Alzheimer é torturado por cuidador em Goiânia: polícia investiga e caso gera comoção

Idoso de 86 anos com Alzheimer
Foto reprodução

O caso de violência contra um idoso de 86 anos, diagnosticado com Alzheimer em estágio avançado, chocou Goiânia e reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade de pessoas dependentes de cuidadores. Imagens registradas por uma câmera de segurança instalada no quarto da vítima mostram o cuidador agredindo o paciente de forma repetida e cruel, levando a Polícia Civil de Goiás a investigar o caso como crime de tortura.

A descoberta das agressões

A família começou a desconfiar do comportamento do cuidador após notar lesões pelo corpo do idoso, incompatíveis com quedas ou acidentes domésticos. Diante das suspeitas, decidiram revisar as gravações do sistema de segurança instalado no quarto.

As imagens revelaram cenas perturbadoras:

  • o cuidador puxando a perna do idoso com força;
  • golpes no rosto com um pano durante a alimentação;
  • manipulação brusca do corpo do paciente, a ponto de deslocar a cama;
  • ordens agressivas para que o idoso engolisse suplementos.

O filho da vítima procurou imediatamente a Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (DEAI) para registrar o boletim de ocorrência e entregar o material.

O que diz a Polícia Civil

O delegado Alexandre Bruno de Barros, responsável pelo caso, afirmou que as agressões não foram classificadas como maus-tratos, mas como tortura, devido à repetição dos atos, à relação de submissão e à crueldade empregada.

A investigação agora analisa:

  • gravações de dias anteriores, para verificar se havia agressões recorrentes;
  • depoimentos de familiares e vizinhos;
  • laudos médicos e periciais;
  • histórico profissional do cuidador, que trabalhava na casa desde junho de 2025 e não possui antecedentes criminais.

Mesmo confrontado com as imagens, o cuidador negou todas as acusações.

Repercussão e medidas institucionais

O caso mobilizou também o Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO), que abriu investigação de ofício e solicitou informações à DEAI para apurar a conduta do profissional e adotar medidas administrativas e éticas.

A situação gerou forte comoção pública, especialmente por envolver um idoso acamado, sem locomoção e sem capacidade de reconhecer o que acontecia ao seu redor — características que ampliam sua vulnerabilidade.

Contexto social e alerta para famílias

Casos como este expõem a fragilidade de idosos dependentes e a necessidade de:

  • monitoramento contínuo dos cuidadores;
  • visitas frequentes de familiares;
  • atenção a sinais físicos e comportamentais;
  • contratação criteriosa de profissionais;
  • uso de câmeras em ambientes de cuidado, quando possível e permitido.

A Polícia Civil segue investigando e deve concluir o inquérito nas próximas semanas. Se confirmadas as evidências, o cuidador poderá responder por tortura, crime com penas severas previstas na legislação brasileira.


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