Volume elevado em poucas horas intensifica alagamentos, deslizamentos e riscos estruturais na capital.
A forte chuva que atingiu Manaus nesta quarta-feira (25) ultrapassou a marca de 125 milímetros em algumas regiões, elevando o nível de alerta e pressionando a estrutura urbana da capital.
De acordo com o Centro de Cooperação da Cidade (CCC), até as 17h foram registradas 77 ocorrências relacionadas ao temporal. As demandas chegaram por meio do Disque 199, canal direto com a Defesa Civil que funciona 24 horas.
O volume chama atenção: em poucas horas, bairros já acumulam mais de um terço da média prevista para todo o mês de março, estimada em 320,9 milímetros.
De acordo com equipe da prefeitura de Manaus essa é a maior chuva do ano até o momento.
Bairros ultrapassam 125 mm de chuva
Os dados das estações meteorológicas mostram a intensidade concentrada em diferentes zonas da cidade.
O bairro Compensa, na zona Oeste, liderou o ranking com 127 milímetros de chuva acumulada. Já o Lago Azul, na zona Norte, registrou 121 milímetros, também próximo do patamar crítico.
Outras áreas apresentaram volumes elevados, como Ponta Negra, com 68 milímetros, e Parque 10 de Novembro, com 50 milímetros. A distribuição irregular da chuva evidencia que, mesmo sem atingir toda a cidade de forma homogênea, os impactos foram significativos.
Ocorrências incluem alagamentos e deslizamentos
As demandas registradas foram encaminhadas para a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), responsável pelas respostas emergenciais.
Entre as ocorrências, predominam alagamentos, que somaram 42 registros. Também foram contabilizados 10 desabamentos e 10 deslizamentos, além de três riscos de desabamento e um risco de deslizamento.
Outros chamados incluem rachaduras em imóveis, erosões e bueiros obstruídos, situações que aumentam o risco em áreas vulneráveis.
Impacto reforça necessidade de prevenção
A intensidade da chuva, especialmente com volumes acima de 125 milímetros em poucas horas, expõe fragilidades na drenagem urbana e amplia o risco de novos incidentes.
As equipes da Sepdec seguem em monitoramento contínuo, priorizando áreas com maior número de ocorrências e risco estrutural.
O cenário reforça um padrão recorrente no período chuvoso: quando o volume dispara, a cidade responde no limite. E, com previsão ainda elevada para o mês, o alerta permanece ligado.
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