O ex-marqueteiro do PT João Santana fez críticas à aproximação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama Janja da Silva com o desfile da Acadêmicos de Niterói, que levará à Marquês de Sapucaí um enredo dedicado à trajetória do presidente. Há expectativa de que Janja participe como destaque em um dos carros alegóricos.
Santana avaliou que a estratégia pode resultar em um “cenário de soma negativa”, no qual, segundo ele, “todos saem perdendo”. Para o ex-marqueteiro, o maior risco não está na recepção do público na avenida, mas na repercussão fora do ambiente carnavalesco. Ele afirmou que a preocupação principal é o impacto em regiões e segmentos onde Lula ainda busca ampliar apoio, como o interior de São Paulo, áreas do Sudeste e do Sul, além do eleitorado evangélico.
Ele também questionou qual seria o benefício político adicional no Nordeste, região onde o presidente já possui forte base eleitoral.
Preocupações Sobre a Imagem Pública do Presidente
Responsável por campanhas vitoriosas de Lula e Dilma Rousseff, Santana destacou que a relação entre Carnaval e política exige cautela. Em sua avaliação, grandes festas populares tendem a favorecer a irreverência e a catarse coletiva, o que pode dificultar o controle de narrativa por parte de figuras públicas.
Segundo ele, “Carnaval se presta mais para demolição do que para construção de imagem de político”. A Acadêmicos de Niterói recebe recursos municipais e também repasses federais por meio da Embratur.
A Homenagem a Lula no Carnaval de 2026

O enredo da escola, intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, será apresentado no domingo (15) e contará a trajetória do presidente desde a infância em Pernambuco até sua chegada ao comando do país.
A Acadêmicos de Niterói levará 25 alas e cerca de 3.100 integrantes à avenida. Para evitar punições relacionadas ao período pré-eleitoral, a escola orientou que símbolos partidários não sejam exibidos durante o desfile.
A instituição tem direito a R$ 1 milhão do patrocínio da Embratur destinado às escolas do Grupo Especial. Além disso, o governo do Rio repassou R$ 40 milhões ao grupo, enquanto a prefeitura destinou R$ 25,8 milhões.
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