O Comando Central dos Estados Unidos afirmou que a missão busca reforçar a segurança diante da mobilização militar no Golfo Pérsico
O envio do porta-aviões Abraham Lincoln ao Oriente Médio marca o reforço da presença militar dos Estados Unidos na região, em um momento de tensão acentuada com o Irã.
O Comando Central dos EUA informou que a missão busca fortalecer a segurança e a estabilidade, enquanto cresce a mobilização militar perto do Golfo Pérsico.
Na quinta-feira 22, o presidente Donald Trump declarou que estava “enviando uma grande força” naval para monitorar o Irã, ressaltando o aumento da vigilância.
O general Mohammad Pakpour, comandante da Guarda Revolucionária do Irã, respondeu alertando para riscos de “erros de cálculo” e afirmou que o país estava “com o dedo no gatilho”.
Aumento da repressão aos protestos
Trump ameaçou repetidas vezes responder militarmente caso o Irã reprimisse violentamente os protestos, mas recuou depois de afirmar que Teerã havia suspendido mais de 800 execuções de manifestantes, atribuindo a mudança à pressão de Washington. Mesmo assim, defendeu que “a ajuda está a caminho” para os iranianos.
Os protestos no Irã, iniciados no fim de dezembro devido ao aumento do custo de vida, logo se converteram em manifestações contra o regime teocrático instaurado em 1979.
Segundo a Human Rights Activists News Agency (HRANA), quase 6 mil pessoas foram mortas durante a repressão, enquanto o bloqueio da internet já dura 18 dias.
Leia também: “Como a República Islâmica aterrorizou o Irã — e o mundo”, artigo de Tom Slater publicado na Edição 306 da Revista Oeste
Um levantamento do Centro Internacional para Direitos Humanos no Irã apontou que os confrontos recentes no país resultaram em pelo menos 43 mil mortes. A entidade baseou o número em pesquisas de campo, análise de imagens e vídeos, além de entrevistas com fontes internas no território iraniano.
Relatos encaminhados à Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que a repressão da ditadura iraniana aos protestos recentes pode ter provocado entre 60 mil e 80 mil mortes, segundo a relatora especial para direitos humanos no Irã, Mai Sato.
Irã ameaça dar “resposta enérgica”
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, alertou que qualquer intervenção externa encontrará “resposta enérgica”, destacando que o Irã confia em suas capacidades.
“A chegada de um navio de guerra desse tipo não afetará a determinação e a seriedade do Irã em defender a nação”, afirmou Baqai.
Apesar de Trump condicionar ações militares à morte de manifestantes, os EUA seguem mobilizando recursos navais na área.
O Wall Street Journal revelou que assessores do Pentágono e da Casa Branca discutem opções que vão desde ataques a instalações da Guarda Revolucionária até planos mais amplos para derrubar o regime iraniano.
*Fonte revistaoeste
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