26/01/2026
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EUA e Otan definem possível acordo sobre a Groenlândia e Trump desiste de taxar países europeus

EUA e Otan definem possível acordo sobre a Groenlândia
Foto reprodução

Presidente afirma que negociações atendem interesses da Otan e envolvem presença militar na região.

Em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e a União Europeia, o presidente norte-americano Donald Trump anunciou, nesta quarta-feira (21/1), que Washington e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) já definiram as bases de um possível acordo envolvendo a Groenlândia e, de forma mais ampla, a segurança da região do Ártico.

Reunião com secretário-geral da Otan
A declaração foi feita após uma reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte. Segundo Trump, o entendimento preliminar atende aos interesses dos Estados Unidos e dos países membros da aliança, embora ele não tenha detalhado os termos discutidos. O presidente afirmou que o foco das conversas envolve questões estratégicas, especialmente ligadas à presença militar e à segurança no Ártico.

Tarifas contra países europeus serão aplicadas
Com o avanço das negociações, Trump confirmou que aplicará as tarifas que estavam previstas para entrar em vigor em 1º de fevereiro contra países europeus. No fim de semana anterior, ele havia ameaçado impor taxas a aliados que, segundo declarou, estariam contrariando os interesses norte-americanos relacionados à Groenlândia.

Negociações e “Domo de Ouro”
O presidente também mencionou conversas sobre o chamado “Domo de Ouro” ligado à ilha, sem entrar em detalhes. O projeto se refere a um sistema de defesa antimísseis planejado pelos Estados Unidos. Trump informou que o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff e outros representantes conduzirão as negociações e se reportarão diretamente a ele.

Posição da Otan e da Dinamarca
Um porta-voz da Otan confirmou que as discussões estão concentradas na segurança do Ártico e no esforço coletivo dos países membros, especialmente os sete que possuem território na região. Segundo ele, Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos atuam para evitar avanços da Rússia e da China na área. Já o governo dinamarquês reiterou que não há negociações em curso para a venda da Groenlândia.


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