sexta-feira, 4 de abril de 2025
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Estudante da USP presa pelo 8 de Janeiro rompe tornozeleira e vira foragida

Estudante
Foto reprodução

O rompimento do equipamento foi registrado em 25 de maio de 2024.

A estudante de medicina da Universidade de São Paulo (USP), Roberta Jersyka Oliveira Brasil Soares, está foragida. Detida pelos atos de 8 de Janeiro e posteriormente liberada sob monitoramento eletrônico, ela quebrou a tornozeleira eletrônica, segundo a Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas da Comarca de Fortaleza (CE). Roberta estava em liberdade provisória desde 8 de agosto de 2023.

Natural de Fortaleza, Ceará, Roberta, de 37 anos, estava em sua segunda graduação quando se envolveu em um dos episódios mais controversos da política brasileira recente: os atos de 8 de janeiro de 2023, que culminaram na invasão de prédios públicos em Brasília por militantes bolsonaristas.

Roberta viajou de São Paulo para Brasília com o intuito de participar da manifestação contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais. Sua detenção ocorreu dentro do Congresso Nacional, onde, em um momento que se tornaria emblemático, foi filmada ajoelhada e rezando no plenário da Câmara dos Deputados. Essa cena, capturada pelas câmeras de segurança, foi posteriormente anexada ao inquérito que investigava os atos de vandalismo e depredação.

Após sua prisão, Roberta foi liberada em agosto de 2023, sob a condição de usar uma tornozeleira eletrônica e comparecer semanalmente ao tribunal. No entanto, a situação se complicou quando, em maio de 2024, foi registrado o rompimento do dispositivo de monitoramento. Desde então, Roberta não apenas descumpriu a medida cautelar, mas também falhou em comparecer às audiências exigidas pela Justiça, levando a Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas da Comarca de Fortaleza a relatar a situação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O ofício enviado ao ministro destaca que a violação da tornozeleira eletrônica foi confirmada pela Coordenadoria de Monitoração Eletrônica de Pessoas (COMEP), que registrou o rompimento do equipamento em 25 de maio de 2024. A falta de justificativa para o descumprimento das medidas cautelares levanta questões sobre a responsabilidade e as consequências legais que Roberta poderá enfrentar.

A trajetória de Roberta Jersyka é emblemática de um momento de polarização política no Brasil, onde a luta por ideais e a busca por justiça se entrelaçam em narrativas pessoais e coletivas. A sua história não é apenas a de uma estudante de medicina, mas também a de uma mulher que se viu no centro de um turbilhão político, refletindo as tensões que permeiam a sociedade brasileira.

Enquanto Roberta permanece foragida, sua situação levanta importantes questões sobre a aplicação da lei, a responsabilidade individual e as implicações de atos políticos em um contexto democrático.


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