Um crime ocorrido na noite de sexta-feira (6) chocou a comunidade acadêmica de Porto Velho (RO). A professora Juliana Santiago, de 35 anos, foi morta a facadas dentro de uma sala de aula no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca). O principal suspeito é o estudante de Direito João Junior, de 24 anos, que confessou o ataque à Polícia Civil. O caso é investigado como feminicídio.
Segundo o boletim de ocorrência, o estudante afirmou ter discutido com a professora momentos antes do crime. Ele alegou que os dois mantinham um relacionamento e que teria sido tomado por forte emoção após uma conversa sobre o fim do vínculo. A Polícia Civil ainda apura se o relacionamento existia e se houve premeditação.
O ataque ocorreu por volta das 20h, quando João e a professora estavam sozinhos em uma sala vazia. Testemunhas relataram ter ouvido gritos e barulhos de móveis. Um aluno que é policial militar interveio, perseguiu o suspeito e o deteve até a chegada da Polícia Militar. A faca usada no crime foi apreendida.
Juliana chegou a receber atendimento de alunos e funcionários, mas não resistiu aos ferimentos. Ela foi encaminhada ao Hospital João Paulo II, onde a morte foi confirmada.
A Fimca suspendeu as aulas e divulgou nota lamentando o ocorrido, além de oferecer apoio psicológico à comunidade acadêmica. Vídeos gravados após o ataque circulam nas redes sociais e estão sendo analisados pela polícia como parte da investigação.
Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam aumento nos casos de feminicídio em Rondônia, reforçando a preocupação com crimes motivados por ciúmes e rupturas de relacionamento.
João Junior foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. Se condenado por feminicídio, pode pegar até 30 anos de prisão.
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