18/03/2026
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Empresários são presos por extorsão de mulheres recrutadas como revendedoras no interior do Amazonas

Casal
Foto reprodução

Empresários aliciavam mulheres vulneráveis com falsas promessas de lucro e depois exigiam pagamentos sob ameaça.

Um casal de empresários foi preso pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) por chefiar um esquema de extorsão que tinha como alvo mulheres em situação de vulnerabilidade social. A operação, conduzida pela 74ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Borba, resultou na prisão de Wandeysnuza Pereira Granja, 37, e Wellington Antônio da Silva, 39, nos dias 9 e 14 de maio, respectivamente.

Segundo as investigações, o casal montou uma rede de recrutamento de revendedoras de cosméticos e roupas íntimas em municípios do interior do estado, dando preferência a mulheres solteiras, com filhos e imóvel próprio. A promessa era de lucro com a venda dos produtos. No entanto, após cerca de três meses, as mulheres passavam a ser pressionadas por dívidas inexistentes, apresentadas de forma fraudulenta pelos patrões.

O delegado Jorge Arcanjo afirmou que cerca de 300 pessoas atuavam como revendedoras apenas no município de Borba, e que pelo menos 50 colaboradores participavam ativamente das cobranças abusivas, muitas vezes acompanhadas de ameaças diretas. “Estamos diante de um esquema bem estruturado, com atuação em várias cidades e que explorava a boa-fé e a necessidade dessas mulheres”, disse o delegado.

Um caso emblemático ocorreu no último dia 9, quando Wellington teria ameaçado uma mulher com arma de fogo na frente do filho dela, exigindo pagamento imediato. A prisão de sua esposa foi efetuada dias depois. Ambos estão com prisão preventiva decretada por extorsão majorada.

A polícia também procura Rafael Couto Santos, 28, apontado como funcionário da empresa e envolvido no esquema. Informações sobre seu paradeiro podem ser repassadas anonimamente pelo número 181.

A organização criminosa, segundo a PC-AM, estaria em operação há pelo menos seis anos e teria ramificações em outros municípios do estado. O casal permanece à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.


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