A iniciativa ocorre após relatos de uma queda dentro da cela, quando Bolsonaro teria batido a cabeça.
A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) instaurou um procedimento para verificar as condições de saúde e de custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A iniciativa ocorre após relatos de uma queda dentro da cela, quando Bolsonaro teria batido a cabeça, levantando preocupações sobre sua integridade física.
A apuração foi aberta depois que a DPDF recebeu ofícios de parlamentares aliados, solicitando uma inspeção presencial no local de custódia, a checagem da assistência médica disponível e a análise de medidas de caráter humanitário. Diante das solicitações, a Defensoria informou que atua de forma técnica, imparcial e independente, seguindo os trâmites legais previstos para casos envolvendo pessoas sob custódia do Estado.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, acusado de liderar uma organização criminosa envolvida em trama golpista e tentativa de Golpe de Estado. Após o episódio da queda, e com autorização judicial, ele deixou temporariamente a PF para realizar exames médicos em hospital particular, que indicaram traumatismo craniano leve.
Aliados e familiares passaram a defender publicamente que a condição de saúde do ex-presidente exige monitoramento contínuo, pleiteando a possibilidade de prisão domiciliar. A Defensoria, por sua vez, reforçou que a investigação não antecipa conclusões e tem como objetivo assegurar direitos fundamentais, inclusive o acesso adequado à saúde.
O procedimento segue em andamento e poderá resultar em recomendações ou medidas conforme as conclusões técnicas sobre o atendimento médico e as condições do local de custódia.
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