11/03/2026
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CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilos de aliados de Vorcaro no Caso Master

CPI do Crime Organizado aprova quebra de sigilos de aliados
Foto: Agência Senado

Durante a sessão desta quarta-feira, a comissão também ouviu o empresário João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag Investimentos.

A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (11) uma série de medidas relacionadas às investigações do chamado Caso Master, que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Entre os requerimentos aprovados está a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, e de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido nas investigações como “Sicário”. Empresas mencionadas nas apurações também tiveram o acesso a informações financeiras autorizado pela comissão.

Empresas investigadas

Os parlamentares aprovaram ainda a quebra de sigilos de três empresas citadas nas investigações: Varajo Consultoria, Participações Imobiliárias e King Locação de Veículos.

De acordo com informações levantadas pela Polícia Federal, a Varajo Consultoria teria sido utilizada para realizar pagamentos de propina ao ex-servidor do Banco Central Belline Santana.

Fabiano Zettel, pastor e empresário, é casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro. Ele é apontado como um dos aliados próximos de Daniel Vorcaro e se entregou à Polícia Federal no início de março após ser alvo de uma fase da Operação Compliance Zero.

Convocação de ex-integrantes do Banco Central

A CPI também aprovou a convocação de dois ex-integrantes do Banco Central do Brasil citados nas investigações: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização da instituição, e Belline Santana, ex-servidor do órgão.

Segundo a Polícia Federal, ambos teriam mantido relação direta com Daniel Vorcaro, prestando uma espécie de consultoria informal sobre processos internos dentro do Banco Central.

Depoimento de empresário

Durante a sessão desta quarta-feira, a comissão também ouviu o empresário João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag Investimentos.

A empresa aparece nas investigações por administrar fundos que, segundo a Polícia Federal, teriam sido utilizados para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. A gestora chegou a administrar cerca de 700 fundos e foi liquidada pelo Banco Central no início deste ano.

Em seu depoimento, Mansur afirmou que a empresa operava com governança e transparência. Ele também confirmou que o Banco Master e seus acionistas estavam entre os clientes da gestora.

Outras investigações

Além do Caso Master, a Reag Investimentos também foi citada na Operação Carbono Oculto, que apura a infiltração de organizações criminosas em setores financeiros e no mercado de combustíveis.

Após o avanço das investigações, João Carlos Mansur deixou o comando do conselho de administração da empresa, que posteriormente anunciou a venda de seu controle acionário.


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