A guerra no Oriente Médio, iniciada no final de fevereiro de 2026, atingiu um novo e perigoso nível de intensidade neste fim de semana. Em uma ofensiva coordenada e multifrontal, o Irã ampliou seus ataques contra Israel, mirando bases militares estratégicas e instalações de inteligência, além de intensificar o uso de munições de fragmentação, armamentos amplamente condenados por seu potencial destrutivo indiscriminado.
O exército iraniano confirmou ataques diretos às bases aéreas israelenses de Palmachim e Ovda, além de uma ação com drones explosivos contra a sede do Shin Bet, o serviço de inteligência interna de Israel.
A ofensiva também contou com a participação do Hezbollah, que lançou cerca de 200 mísseis e foguetes a partir do Líbano em direção ao norte e ao centro de Israel. Apesar da intensidade dos ataques, não houve mortes nessa onda específica, embora danos materiais tenham sido registrados — incluindo a destruição total de uma residência em Haniel, na região central do país.
Uso de munições de fragmentação preocupa especialistas
Imagens verificadas e relatos oficiais indicam que o Irã tem empregado mísseis com ogivas de fragmentação contra áreas povoadas. Desde o início do conflito, mais de 10 mísseis desse tipo foram disparados contra Israel.
Essas armas liberam dezenas de submunições explosivas no ar, espalhando estilhaços por uma área ampla. Por sua natureza imprecisa e pelo risco elevado para civis, mais de 100 países assinaram, em 2008, um tratado internacional que proíbe seu uso — tratado do qual Irã, Israel, Estados Unidos, Rússia e China não fazem parte.
Especialistas alertam para dois riscos principais:
- Impacto indiscriminado: as submunições não podem ser direcionadas exclusivamente a alvos militares.
- Ameaça duradoura: muitas não detonam no impacto, funcionando como minas terrestres que podem matar civis anos depois.
Incidentes já foram registrados em Or Yehuda (4 de março) e nos céus de Tel Aviv (11 de março).
Segundo o analista Tal Inbar, o Irã pode estar usando essas ogivas para sobrecarregar o sistema de defesa aérea israelense, já que mesmo a interceptação da ogiva principal não impede que as submunições continuem caindo.
O custo humano da guerra
O número de vítimas cresce rapidamente:
- Israel: 12 mortos nos ataques iranianos, sendo ao menos 11 civis. Duas mortes foram causadas diretamente por munições de fragmentação.
- Irã: segundo seu embaixador na ONU, mais de 1.300 iranianos morreram em bombardeios americanos e israelenses — número que não distingue civis de combatentes.
Os Estados Unidos afirmam já ter atacado cerca de 6 mil alvos desde o início do conflito.
Se quiser, posso transformar esse texto em uma versão mais curta, mais analítica, mais opinativa ou até em formato de reportagem completa.
Descubra mais sobre Manaustime
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
