Movimento marcado para 4 de dezembro reivindica estabilidade contratual, cumprimento das leis, revisão do Marco Regulatório e aposentadoria especial para caminhoneiros.
Caminhoneiros de diferentes regiões do país estão organizando uma paralisação para a próxima quinta-feira (4/12), em defesa de melhores condições de trabalho e maior valorização da categoria. A mobilização, segundo interlocutores do setor, deve ocorrer em vários estados e não tem ligação com partidos políticos.
De acordo com informações do portal Metrópoles, o movimento reúne caminhoneiros autônomos e profissionais ligados a entidades do transporte de cargas, que afirmam estar no limite diante da queda na remuneração, da crescente pressão pelo cumprimento de prazos e da falta de segurança nas rodovias.
O caminhoneiro Daniel Souza, que também é influenciador digital e soma mais de 88 mil seguidores nas redes sociais, descreve o cenário como insustentável. “A realidade dos caminhoneiros está precária: baixa remuneração, leis que não conseguimos cumprir por falta de estrutura, falta de segurança nas rodovias… O respeito com a nossa classe acabou”, declarou.
Entre as principais reivindicações estão estabilidade contratual, garantia de cumprimento das leis já existentes, reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e criação de aposentadoria especial após 25 anos de trabalho, comprovada por recolhimento previdenciário ou documentação fiscal.
Para Janderson Maçaneiro, presidente da Associação Catarinense dos Transportadores Rodoviários de Cargas, o movimento tem ganhado força nos últimos dias. “Tem muita gente envolvida e há muitos descontentes”, afirmou.
O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens também sinalizou apoio e informou que, caso a categoria confirme a paralisação, dará suporte ao movimento. Procuradas para comentar a mobilização e confirmar oficialmente a adesão nacional, a Confederação Nacional dos Caminhoneiros e Transportadores Autônomos de Bens e Cargas e a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos ainda não haviam respondido até a última atualização desta matéria.
Descubra mais sobre Manaustime
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
