O céu continua tomado pela fumaça e respirar ar puro virou um desafio para os moradores de Manaus. Neste sábado (10), a capital amazonense enfrenta mais um dia de poluição atmosférica intensa, com índices de qualidade do ar classificados entre ruins, muito ruins e péssimos em diferentes regiões da cidade.
Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mostram que a concentração de partículas finas na atmosfera permanece elevada. Essas partículas, conhecidas como PM2,5, são especialmente perigosas porque conseguem penetrar profundamente nos pulmões e provocar complicações respiratórias.
Entre os pontos mais afetados está a região do Coroado, na zona Leste, onde o monitoramento apontou concentração de 166,9 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Na zona Sul, o Morro da Liberdade registrou 156,4 µg/m³, enquanto a região da Cachoeirinha apresentou 153,4 µg/m³.

Outros bairros também enfrentam condições preocupantes. No Armando Mendes, a concentração chegou a 143,5 µg/m³, enquanto a região do Distrito Industrial II e Puraquequara registrou 164,9 µg/m³, conforme medições divulgadas neste sábado.
A situação é reflexo das queimadas que atingem o Amazonas e espalham grandes volumes de fumaça pela capital. O problema se agravou nos últimos dias, comprometendo a visibilidade e colocando em risco principalmente crianças, idosos, gestantes e pessoas que sofrem de doenças respiratórias.
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