Operação preventiva inspecionou endereços no Entorno do DF e em São Paulo; inteligência da Polícia Federal não encontrou indícios de riscos iminentes ou ligação com facções.
A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Entorno do Distrito Federal nesta sexta-feira (2/10), após alertas repassados por agências de inteligência norte-americanas. A ação ocorreu no mesmo dia em que o governo dos Estados Unidos decidiu suspender os atendimentos em sua embaixada e em consulados pelo país por razões de segurança. No entanto, a PF informou que a varredura preventiva não encontrou elementos que confirmassem riscos concretos ou o envolvimento de suspeitos com organizações criminosas.
PF adota ação preventiva em cooperação com inteligência estrangeira
A operação sigilosa da Polícia Federal foi deflagrada poucas horas depois de a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília dispensar seus funcionários do trabalho presencial devido ao recebimento de uma mensagem de ameaça. O aviso motivou o cancelamento de todos os serviços consulares em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, além de ter levado a Embaixada da Austrália a adotar postura idêntica.
Antes do anúncio público sobre o fechamento dos postos, representantes da representação diplomática norte-americana procuraram a Polícia Federal. A corporação imediatamente notificou o Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), instaurando um inquérito de apuração em conjunto com agências parceiras do exterior.
Material apreendido passará por perícia técnica
Em nota oficial, a Polícia Federal explicou que as buscas em SP e na região do Entorno do DF tiveram caráter cautelar para checar a procedência do alerta e neutralizar potenciais ameaças.
“As medidas pertinentes foram prontamente adotadas, não tendo sido verificados, até o momento, elementos que corroborassem os riscos inicialmente apontados, tampouco identificados quaisquer suspeitos de envolvimento com organizações criminosas”, declarou a instituição.
Peritos da corporação analisam agora os equipamentos eletrônicos e mídias digitais apreendidos nos alvos inspecionados para concluir o relatório final do inquérito. Até o momento, a Embaixada dos EUA não divulgou prazo para a reabertura do atendimento ao público.
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