Maior exposição a rios, igarapés e áreas de mata durante o calor eleva o risco de contato com o mosquito transmissor da doença.
Manaus registrou 4.748 casos de malária entre janeiro e agosto de 2026. Com o forte calor e o aumento da procura por rios, igarapés e balneários, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) reforçou o alerta para os cuidados contra a doença.
A malária não é transmitida pela água. A infecção ocorre pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles, encontrado principalmente em ambientes próximos a áreas de mata, rios, lagos e igarapés.
De maio a agosto, 21 localidades concentraram até 50% dos 2.174 casos notificados em Manaus. Os principais locais prováveis de infecção ficam na zona Leste, em comunidades do bairro Tarumã, na zona Oeste, e nos ramais situados ao longo da BR-174, segundo a Prefeitura de Manaus.
Amanhecer e entardecer exigem mais cuidado
A enfermeira Viviana Cláudia de Paula, responsável técnica pelas ações de vigilância epidemiológica da malária da Semsa, explica que o mosquito transmissor apresenta maior atividade ao amanhecer e ao entardecer.
A recomendação é evitar exposição desnecessária nesses horários, sobretudo em balneários e locais próximos a rios, lagos, igarapés e áreas de mata.
Moradores de assentamentos recentes, ocupações desordenadas e áreas de transição entre os espaços urbano e rural também devem reforçar os cuidados.
Como reduzir o risco de contrair malária
As principais medidas preventivas são:
- aplicar repelente nas áreas expostas do corpo;
- usar camisas de mangas compridas e calças;
- instalar telas em portas e janelas;
- utilizar mosquiteiros durante o descanso e o período noturno;
- evitar permanecer em áreas de risco ao amanhecer e ao entardecer;
- procurar atendimento caso surja febre após visitar balneários ou áreas de mata.
O uso dessas medidas é especialmente importante para moradores e visitantes de regiões com ocorrência recente da doença.
Febre após ida a balneário requer atenção
Os sintomas da malária costumam surgir entre sete e 15 dias após a infecção. Os sinais mais frequentes incluem febre alta, calafrios, tremores, suor intenso, dor de cabeça, dores no corpo, fadiga e mal-estar.
Quem apresentar febre depois de visitar balneários, áreas de mata ou localidades próximas a criadouros do mosquito deve procurar uma unidade de saúde e informar os locais frequentados.
O diagnóstico precoce permite o início imediato do tratamento, reduz o risco de complicações e ajuda a interromper a cadeia de transmissão.
Manaus possui 58 pontos para diagnóstico
A rede municipal dispõe de 58 pontos de atendimento para exames de malária, sendo 41 na área urbana e 17 na zona rural. O teste é rápido, e o tratamento é oferecido gratuitamente.
A doença tem cura, mas pode evoluir para formas graves e até causar a morte quando não é diagnosticada e tratada adequadamente.
A relação das unidades de referência para diagnóstico e tratamento pode ser consultada no site da Semsa.
Semsa intensifica ações nas áreas prioritárias
Além das orientações à população, a Semsa realiza busca ativa de casos, monitoramento epidemiológico, investigação entomológica e controle dos criadouros do mosquito.
As ações incluem aplicação de larvicidas, termonebulização — conhecida como fumacê —, distribuição de mosquiteiros e oferta de exames nas comunidades consideradas prioritárias.
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