01/09/2026
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Felipe Lobo vê interesse da China na Zona Franca como oportunidade para gerar empregos e fortalecer o Amazonas

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Foto reprodução

Candidato a deputado estadual pelo MDB afirma que aproximação de empresas chinesas com o Polo Industrial mostra a força do modelo e defende que novos investimentos tragam tecnologia, qualificação profissional e desenvolvimento também para o interior.

Por Manuel Menezes

MANAUS (AM) — O crescente interesse de empresas chinesas pela Zona Franca de Manaus (ZFM) representa uma oportunidade que o Amazonas precisa transformar em novos investimentos, empregos e desenvolvimento tecnológico. A avaliação é do candidato a deputado estadual Felipe Lobo (MDB), que vem colocando o fortalecimento do Polo Industrial e sua integração com o interior entre os temas de sua agenda econômica.

A discussão ganhou força após uma sequência de movimentos de grupos empresariais chineses em direção ao Amazonas. Nesta segunda-feira (31), uma nova delegação procurou a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) interessada em investimentos, transferência de tecnologia, fornecimento de componentes e possibilidades de novos empreendimentos no Estado.

Para Felipe, o movimento reforça uma mensagem importante: a Zona Franca continua competitiva e capaz de despertar o interesse de algumas das maiores economias e empresas do mundo.

“Quando empresas internacionais começam a olhar para o Amazonas buscando oportunidades, tecnologia e produção, isso mostra a força da nossa Zona Franca. Precisamos aproveitar esse momento para trazer investimentos que gerem emprego aqui, qualifiquem nossos trabalhadores e fortaleçam a economia do Estado inteiro”, avalia Felipe.

Essa fala pode ser utilizada como declaração sugerida para Felipe, caso represente o posicionamento que ele deseja assumir publicamente.

Gigantes chinesas já estão olhando para Manaus

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O movimento não se resume à visita desta semana.

Em julho, a própria Suframa recebeu executivos de grandes montadoras chinesas, entre elas BYD, GWM, Chery e Geely, para apresentar as oportunidades oferecidas pela Zona Franca.

Na ocasião, foram discutidas cadeias de fornecedores, compras locais, parcerias comerciais e industriais e possibilidades futuras de implantação de operações no Polo Industrial.

A fabricante chinesa Haier também avalia ampliar sua presença em Manaus, enquanto o capital chinês já alcançou outro setor estratégico do Amazonas: a mineração.

Desde 2025, a China Nonferrous Metal Mining Group controla a Mineração Taboca, responsável pela mina de Pitinga, em Presidente Figueiredo. Segundo informações levantadas pelo BNC Amazonas, estão previstos cerca de US$ 100 milhões em investimentos até 2028, envolvendo modernização, pesquisa geológica e expansão das operações.

Pitinga possui minerais estratégicos utilizados justamente em setores de alta tecnologia, incluindo estanho, nióbio e tântalo, além de potencial relacionado a terras raras.

Felipe defende mais que linhas de montagem

Para Felipe Lobo, entretanto, o Amazonas precisa buscar algo além da simples instalação de novas linhas de montagem.

O candidato defende que uma eventual expansão dos investimentos internacionais seja acompanhada por transferência de tecnologia, formação profissional, pesquisa, inovação e maior participação de fornecedores instalados no próprio Estado.

“Não podemos pensar pequeno. Queremos a fábrica, mas queremos também tecnologia, pesquisa, fornecedores locais e mão de obra amazonense cada vez mais qualificada. Quanto mais etapas da produção conseguirmos manter aqui, maior será a riqueza que permanece no Amazonas.”

Novamente, trata-se de fala sugerida, construída a partir das posições que Felipe já vem apresentando publicamente sobre o setor industrial.

Zona Franca já faz parte da agenda de Felipe

A manifestação não aparece isoladamente na campanha do candidato.

Em agosto, Felipe participou de uma reunião no SESI, em Manaus, com representantes e lideranças de aproximadamente 40 indústrias, onde discutiu o fortalecimento da Zona Franca e a aproximação entre o setor produtivo e o poder público.

Dias depois, visitou as instalações da Suzuki/JTZ Indústria, conheceu a linha de montagem e conversou com trabalhadores sobre geração de empregos e os desafios enfrentados pelo Polo Industrial.

Felipe também já havia se posicionado contra a iniciativa da Fiesp que questionou vantagens competitivas concedidas à ZFM na regulamentação da Reforma Tributária. A ação foi posteriormente extinta pela Justiça Federal sem análise do mérito, mantendo naquele momento os créditos previstos na legislação.

“A Zona Franca precisa chegar ao interior”

Natural de Humaitá, Felipe procura acrescentar outra dimensão ao debate: a relação entre a riqueza produzida pelo Polo Industrial e os municípios do interior.

Para ele, defender a Zona Franca não significa pensar exclusivamente em Manaus.

“A Zona Franca é patrimônio de todo o Amazonas. Quanto mais emprego, investimento e riqueza ela produzir, maior precisa ser a capacidade de transformar esse crescimento em oportunidades também para Humaitá e para os demais municípios do interior.”

Essa também é uma declaração sugerida para aprovação do candidato antes da publicação.

A visão encontra respaldo na dimensão econômica do modelo. Dados apresentados pela Suframa neste ano apontaram faturamento de R$ 227,7 bilhões no Polo Industrial, além de crescimento do número de empregos diretos nos últimos anos.

China pode abrir uma nova janela para o Amazonas

A aproximação chinesa ainda está, em boa parte, na fase de prospecção. Portanto, não significa que todas as empresas que visitaram a Suframa instalarão fábricas em Manaus.

É justamente essa diferença entre interesse e investimento efetivamente contratado que Felipe considera decisiva.

Na avaliação defendida pelo candidato, o poder público precisa oferecer segurança jurídica e previsibilidade para transformar visitas empresariais em fábricas, empregos e desenvolvimento.

Felipe Lobo concorre a deputado estadual pelo MDB, com o número 15.123, e teve sua candidatura deferida pela Justiça Eleitoral.

Para ele, a movimentação internacional em torno da Zona Franca coloca o Amazonas diante de uma oportunidade que precisa ser aproveitada com planejamento: usar a força industrial construída em Manaus para atrair capital e tecnologia do mundo, gerar empregos e fazer esse desenvolvimento alcançar cada vez mais o interior do Estado.


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