Suspeito de envolvimento na chacina registrada na segunda-feira (17), no bairro São Jorge, zona Oeste de Manaus, foi levado à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) sob forte movimentação de policiais, jornalistas e cinegrafistas.
Após o crime que movimentou a capital amazonense e chocou a todos, o suspeito foi retirado do local e levado à delegacia para aguardar a audiência de custódia.
Vídeos registrados durante a ocorrência mostram dois momentos distintos: a chegada do suspeito à região do São Jorge, onde o crime aconteceu, e, posteriormente, o desembarque dele na DEHS, já algemado e acompanhado por policiais.
Na porta da delegacia, Ozenilson foi cercado por repórteres e questionado diversas vezes sobre a motivação do crime, a possível relação com agiotagem, se teria agido sozinho e se conhecia as vítimas.
Durante a maior parte do trajeto, o suspeito permaneceu em silêncio. Em um dos poucos momentos em que respondeu, ao ser perguntado se estava arrependido, disse apenas: “Muito”.
Em seguida, ao ser confrontado sobre o uso de um martelo no ataque e sobre sua possível participação direta nas mortes, Ozenilson rebateu os questionamentos afirmando: “É você que está falando”. A mesma resposta foi repetida quando foi perguntado sobre a motivação e sobre a possibilidade de o crime ter sido passional.
A chacina deixou três pessoas mortas e uma quarta vítima gravemente ferida. Entre os mortos estão Francisco Chagas, de 81 anos, Isabela Chagas, de 28, e Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
A investigação apura a versão de que o suspeito teria ido até a residência em busca de dinheiro para pagar uma dívida com agiotas. A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer completamente a dinâmica do crime, a motivação e se houve participação de outras pessoas.
O suspeito permanece sob custódia e deve passar pelos procedimentos judiciais cabíveis.
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