29/07/2026
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Governo federal anuncia plano de R$ 1,3 bilhão para enfrentar impactos do Super El Niño

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Pacote prevê ações de prevenção à seca, enchentes, queimadas e segurança alimentar; Região Norte está entre as áreas prioritárias.

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (29) um plano nacional de R$ 1,335 bilhão para reduzir os impactos do Super El Niño em todo o país. Os recursos serão utilizados em ações preventivas e de resposta a eventos climáticos extremos, como secas, enchentes, queimadas e crises no abastecimento de água e alimentos.

Durante reunião ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o objetivo é preparar o país com antecedência para minimizar os efeitos do fenômeno climático.

Como os recursos serão distribuídos

Segundo o governo, os investimentos contemplam diferentes áreas estratégicas.

Entre as principais ações estão:

  • R$ 998 milhões para segurança alimentar, saúde e monitoramento hidrológico;
  • R$ 65 milhões para distribuição de 350 mil cestas básicas destinadas a comunidades tradicionais, pescadores artesanais e agricultores familiares;
  • R$ 25 milhões para monitoramento dos rios brasileiros;
  • R$ 13 milhões para fortalecer o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na Região Norte;
  • Reforço da fiscalização ambiental e das ações de combate aos incêndios florestais.

Como o Super El Niño deve afetar o Amazonas

De acordo com projeções do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a Região Norte está entre as áreas que podem sofrer os maiores impactos do fenômeno.

Os principais efeitos previstos incluem:

  • Seca prolongada;
  • Redução dos níveis dos rios;
  • Aumento do risco de queimadas e incêndios florestais;
  • Dificuldades no abastecimento de comunidades isoladas.

Esses cenários reforçam a necessidade de planejamento antecipado para reduzir impactos sociais, ambientais e econômicos.

Quais órgãos participaram da elaboração do plano

O plano foi desenvolvido com base em estudos técnicos elaborados por diferentes órgãos federais especializados em clima e gestão de riscos.

Participaram da elaboração:

  • Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden);
  • Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet);
  • Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA);
  • Serviço Geológico do Brasil (SGB);
  • Defesa Civil Nacional;
  • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os levantamentos identificaram as regiões mais vulneráveis para orientar ações conjuntas entre União, estados e municípios.

O que muda para a população do Amazonas

Para o Amazonas, o anúncio representa uma preparação antecipada diante da possibilidade de uma nova estiagem severa, semelhante às registradas nos últimos anos. Além do reforço no monitoramento dos rios, o plano prevê apoio alimentar para populações vulneráveis e fortalecimento das ações de prevenção às queimadas, fatores considerados essenciais para minimizar os impactos sobre comunidades ribeirinhas, indígenas e agricultores familiares.


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