12/06/2026
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Refinarias brasileiras venderam mais de 100 milhões de litros de nafta para empresa investigada por ligação com o PCC

Refinarias brasileiras
Foto reprodução

Reportagem da Reuters aponta que combustível foi fornecido a empresa suspeita de integrar esquema de fraude envolvendo organização criminosa; fornecedoras negam conhecimento de investigação.

Refinarias brasileiras venderam mais de 100 milhões de litros de nafta para uma empresa investigada por suposto envolvimento em um esquema de fraude associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção considerada organização terrorista pelos Estados Unidos. As informações foram divulgadas pela agência internacional Reuters com base em documentos e em uma fonte próxima ao caso.

Segundo a reportagem, um dos principais fornecedores foi a Refinaria Riograndense, localizada no Rio Grande do Sul e controlada pela Petrobras, Braskem e Ultrapar.

A investigação apura a comercialização de nafta, derivado de petróleo utilizado pela indústria petroquímica e que possui tributação menor do que a gasolina. De acordo com autoridades, criminosos costumam misturar ilegalmente os dois produtos para ampliar os lucros na revenda de combustíveis.

Esquema pode ter causado prejuízos

A prática irregular não apenas reduz a arrecadação de impostos, mas também pode causar danos aos motores dos veículos abastecidos com combustível adulterado.

A Reuters informa que os documentos analisados indicam que mais de 100 milhões de litros de nafta foram vendidos à empresa sob investigação ao longo do período apurado.

Empresas se manifestam

Em nota à agência, Petrobras e Ultrapar afirmaram que a Refinaria Riograndense possui administração independente e que não foram notificadas pelo Ministério Público de São Paulo sobre qualquer investigação relacionada ao caso.

A Braskem, segundo a Reuters, não respondeu aos pedidos de posicionamento até a publicação da reportagem.

Caso segue sob apuração

As autoridades continuam investigando a extensão do esquema e a eventual participação de empresas e intermediários na cadeia de fornecimento do produto. Até o momento, não há acusação formal contra as refinarias citadas na reportagem.


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