Entre os programas mais afetados está o Minha Casa, Minha Vida.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o bloqueio de R$ 24 bilhões do Orçamento Federal de 2026. A medida foi adotada para abrir espaço ao pagamento de despesas obrigatórias, como aposentadorias, pensões e benefícios sociais, além de atender às regras do arcabouço fiscal. Até esta quinta-feira (11), cerca de R$ 19 bilhões já haviam sido contingenciados pelos ministérios. O restante deverá ser implementado nos próximos dias.
Minha Casa, Minha Vida lidera bloqueios
Entre os programas mais afetados está o Minha Casa, Minha Vida. O governo congelou R$ 2,9 bilhões do Fundo de Arrendamento Residencial, principal fonte de financiamento do programa habitacional. Apesar da redução, o Ministério das Cidades informou que a execução das obras e dos contratos não será comprometida. A pasta destacou ainda a existência de recursos complementares fora das regras do arcabouço fiscal para garantir a continuidade das ações.
Educação e saúde também sofrem cortes
Na área da educação, o programa Pé-de-Meia teve R$ 519,4 milhões bloqueados. A iniciativa é voltada à permanência de estudantes do ensino médio na rede pública de ensino. Já na saúde, o Fundo Nacional de Saúde perdeu R$ 500 milhões que seriam destinados à estruturação e modernização de unidades especializadas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Defesa perde recursos para projetos estratégicos
O Ministério da Defesa aparece entre os órgãos mais impactados pela medida. A aquisição de caças para a Aeronáutica teve R$ 800 milhões bloqueados, enquanto programas da Marinha ligados à área nuclear perderam R$ 536 milhões em recursos. Os cortes também atingem projetos de infraestrutura executados pelas Forças Armadas dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Receita Federal também é afetada
A Receita Federal sofreu bloqueio de R$ 868 milhões destinados à manutenção de sistemas de fiscalização e controle tributário, incluindo plataformas como Siscomex, Portal Único de Comércio Exterior, Redesim e Sinter. Segundo o governo, a contenção foi necessária para equilibrar as contas públicas diante do crescimento das despesas obrigatórias. Na prática, a medida reduz recursos destinados a investimentos e programas governamentais para garantir o cumprimento das obrigações fiscais da União.
Descubra mais sobre Manaustime
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
