11/06/2026
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Tenente-Coronel preso por feminicídio recebe aposentadoria de R$ 22 mil

Tenente-Coronel preso por feminicídio
Foto reprodução

A decisão reforça os privilégios dos militares em casos de crimes com extrema gravidade

A Polícia Militar de São Paulo oficializou a transferência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para a reserva, o que corresponde à aposentadoria na corporação. O oficial está preso preventivamente sob a acusação de cometer feminicídio contra sua própria esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana. Mesmo atrás das grades pelo crime grave, o decreto publicado no Diário Oficial garante que o tenente-coronel continue recebendo uma remuneração mensal de aproximadamente R$ 22 mil.

Para que o salário seja cortado, o oficial precisa ser formalmente condenado pela Justiça Militar à perda de seu posto e de sua patente. A transferência para a inatividade seguiu os critérios já previstos pela legislação da corporação, mas a publicação gerou forte repercussão e críticas devido à manutenção do benefício financeiro a um acusado preso.

Enquanto o processo judicial contra o acusado avança, os desdobramentos atingem a família. A filha de gisele, que tem 7 anos de idade, atualmente recebe uma pensão paga em decorrência da morte da mãe, que só foi liberada pela corporação 49 dias após o caso.

Até o julgamento definitivo, o tenente-coronel permanece à disposição da Justiça, mantendo seu vínculo financeiro com o Estado, enquanto o desfecho do caso na Justiça comum e na Militar determinará o destino final de sua remuneração e de seu status na corporação.


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