09/06/2026
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STJ mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra por unanimidade

STJ mantém prisão preventiva de Deolane Bezerra
Foto reprodução

Defesa alegou excesso na medida cautelar, mas ministros decidiram manter a prisão preventiva da influenciadora investigada por suposta lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva da influenciadora digital Deolane Bezerra. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (9) e analisou um recurso apresentado pela defesa, que buscava revogar a medida cautelar decretada no âmbito de uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro e envolvimento com organização criminosa.

Ao final da sessão, a ministra Maria Marluce Caldas informou que o colegiado rejeitou o agravo regimental apresentado pelos advogados da influenciadora. Apesar da decisão, a magistrada recomendou ao Tribunal de Justiça de São Paulo maior celeridade na tramitação do caso.

Deolane está presa preventivamente desde o dia 21 de maio em uma unidade prisional localizada no interior paulista.

Defesa classificou prisão como excessiva

Durante a sustentação oral, o advogado Aury Lopes Jr. argumentou que a prisão preventiva seria desnecessária e desproporcional. Segundo a defesa, a influenciadora não representa risco à investigação e poderia responder ao processo em liberdade.

Os advogados também afirmaram que Deolane é mãe, empresária e advogada, destacando que ela não responde por crimes cometidos com violência ou grave ameaça. Outro ponto levantado foi o fato de a investigada ter retornado voluntariamente ao Brasil após uma viagem internacional antes de ser presa.

A defesa sustentou ainda que, durante os anos em que esteve sob investigação, a influenciadora não teria sido chamada para prestar esclarecimentos sobre movimentações financeiras consideradas suspeitas pelas autoridades.

Ministério Público defendeu manutenção da medida

Representando o Ministério Público Federal, o procurador-geral da República, Augusto Aras, manifestou-se pela manutenção da prisão preventiva. Durante o julgamento, ele citou precedentes do próprio STJ envolvendo investigações relacionadas a organizações criminosas.

O entendimento foi acompanhado pelos ministros que integram a Quinta Turma da Corte: Ribeiro Dantas, Reynaldo Soares da Fonseca, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Marluce Caldas.

Investigação apura suposta ligação com organização criminosa

A Polícia Civil de São Paulo indiciou Deolane Bezerra, o traficante Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e outras pessoas pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.

Segundo a investigação, a influenciadora teria utilizado sua projeção pública e atividades empresariais para conferir aparência de legalidade a recursos supostamente provenientes de atividades ilícitas. Os advogados da influenciadora negam qualquer participação nos fatos investigados.

Caso segue em tramitação

Antes da decisão desta terça-feira, a defesa já havia acionado o STJ para tentar revogar a prisão preventiva. O pedido inicial foi rejeitado sob o argumento de que recursos semelhantes ainda estavam sendo analisados pela Justiça paulista.

Com a nova decisão, a prisão preventiva permanece válida. Em nota divulgada após o julgamento, a defesa lamentou o resultado e reafirmou o entendimento de que a manutenção da medida é ilegal e desnecessária.

As investigações continuam em andamento e o mérito das acusações ainda será analisado pela Justiça.


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