Cobrança sobre compras internacionais começou em 2024.
A chamada “taxa das blusinhas” garantiu ao governo federal uma arrecadação de aproximadamente R$ 8,2 bilhões desde agosto de 2024, quando o imposto começou a ser aplicado sobre compras internacionais realizadas em plataformas digitais. A medida foi revogada nesta terça-feira (12) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encerrando quase dois anos de cobrança sobre encomendas de até US$ 50.
Dados da Receita Federal apontam que a arrecadação do imposto disparou após a implementação da medida.
Os números informados mostram:
- R$ 1,679 bilhão arrecadados entre agosto e dezembro de 2024;
- R$ 4,719 bilhões durante todo o ano de 2025;
- R$ 1,856 bilhão entre janeiro e abril de 2026.
Somando os períodos, o valor ultrapassa R$ 8,2 bilhões em arrecadação federal.
Como funcionava a cobrança
A “taxa das blusinhas” estabelecia cobrança de 20% de imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50.
Para produtos acima desse valor, a alíquota permanecia em 60%, com desconto fixo de US$ 20 em encomendas de até US$ 3 mil.
A medida foi implementada dentro das mudanças relacionadas ao programa Remessa Conforme, criado para regulamentar compras internacionais feitas pela internet.
Governo enfrentou desgaste político
Desde o início da cobrança, consumidores passaram a reclamar do aumento nos preços de produtos importados vendidos em plataformas estrangeiras.
O tema ganhou forte repercussão nas redes sociais e virou alvo frequente de críticas da oposição ao governo federal. Levantamentos divulgados nos últimos meses mostraram rejeição significativa à medida, ampliando a pressão política sobre o Palácio do Planalto.
Debate sobre impacto fiscal
Apesar da arrecadação bilionária, integrantes da equipe econômica afirmaram recentemente que o impacto fiscal da revogação seria administrável.
O ministro Dario Durigan chegou a afirmar que o governo discutia mudanças na cobrança, mas defendeu a manutenção do programa Remessa Conforme.
Segundo ele, o sistema trouxe maior controle tributário sobre encomendas internacionais e ajudou a formalizar operações realizadas por plataformas digitais estrangeiras.
Mesmo com o fim do imposto federal, consumidores ainda continuarão pagando o ICMS estadual sobre compras internacionais. Em abril, parte dos estados brasileiros elevou a alíquota de 17% para 20%.
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