A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou ao menos seis casos de hantavírus ligados ao surto registrado no cruzeiro de luxo MV Hondius, que segue sob monitoramento internacional após mortes e suspeitas de transmissão da doença entre passageiros. O navio, que saiu da Argentina e passou por Cabo Verde, transportava cerca de 150 pessoas de diferentes nacionalidades.
Segundo autoridades sanitárias internacionais, três mortes já foram associadas ao surto. Entre as vítimas estão um casal holandês e uma mulher alemã. Outros passageiros seguem internados em países como África do Sul, Suíça, Alemanha e Holanda.
A principal preocupação das autoridades é a presença da variante Andes do hantavírus, considerada a única cepa conhecida capaz de transmissão entre humanos em situações de contato próximo. Apesar disso, a OMS afirmou que o risco de disseminação em larga escala é considerado baixo.

As investigações apontam que o vírus pode ter sido contraído ainda na América do Sul, antes do embarque do cruzeiro. A suspeita é de que um passageiro tenha sido infectado após contato com roedores contaminados na região da Patagônia, área considerada endêmica para a doença.
O cruzeiro deve chegar às Ilhas Canárias, na Espanha, onde será realizada uma operação especial de desembarque, quarentena e repatriação dos passageiros. Equipes da OMS e autoridades europeias acompanham o caso e realizam rastreamento internacional de pessoas que tiveram contato com os infectados durante viagens e escalas do navio.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. A infecção pode provocar síndrome respiratória grave e possui alta taxa de mortalidade em algumas variantes. Até o momento, não existe vacina específica contra a doença.
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