25/04/2026
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EUA Intensificam Bloqueio Naval e Interceptam Navio Iraniano no Estreito de Ormuz

EUA Intensificam Bloqueio Naval
Foto reprodução

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) divulgou uma imagem mostrando o destróier USS Rafael Peralta (DDG‑115) interceptando uma embarcação de bandeira iraniana no Estreito de Ormuz em 24 de abril de 2026. A ação integra o bloqueio naval determinado pela Casa Branca contra navios que tentem entrar ou sair de portos iranianos.

Segundo o Centcom, desde o início da operação, em 13 de abril, as forças norte‑americanas já redirecionaram ao menos 34 navios, muitos deles petroleiros, evidenciando impacto direto no tráfego marítimo da região.

Impacto no tráfego marítimo e reação internacional

O bloqueio tem provocado mudanças imediatas nas rotas comerciais. De acordo com Kevin Donegan, ex‑comandante da Marinha dos EUA no Oriente Médio, diversas embarcações passaram a evitar a área por receio de interceptações. Segundo ele, “a mensagem já foi dada”, e a maioria dos navios prefere não se aproximar da zona de bloqueio.

A operação norte‑americana envolve mais de 10 mil militares, dezenas de aeronaves e ao menos 17 navios de guerra, incluindo destróieres, navios anfíbios e porta‑aviões, compondo uma das maiores mobilizações navais recentes no Golfo.

Autorização para interceptações globais

O chefe do Estado‑Maior Conjunto dos EUA, general Dan Caine, afirmou que forças norte‑americanas em diferentes regiões do mundo estão autorizadas a interceptar embarcações com bandeira iraniana ou que prestem apoio ao Irã — ampliando o alcance da operação para além do Oriente Médio.

O comandante do Centcom, almirante Brad Cooper, reforçou que há vigilância constante sobre todos os navios monitorados, indicando que a operação deve continuar por tempo indeterminado.

Contexto estratégico

O Estreito de Ormuz é um dos pontos mais estratégicos do planeta, responsável pela passagem de quase um quinto do petróleo mundial. A intensificação da presença militar dos EUA ocorre em meio a tensões crescentes com o Irã, que já respondeu com ameaças de retaliação e interceptações próprias.

A operação norte‑americana busca sufocar economicamente Teerã, já que 90% do comércio marítimo iraniano depende da rota de Ormuz — um fator que torna o bloqueio especialmente sensível e potencialmente explosivo para a estabilidade regional.

*Fonte poder360


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