Suspeito mantinha estrutura para preparo e distribuição de entorpecentes em condomínio de alto padrão no Vieiralves.
Um homem de nacionalidade americana foi preso pela Polícia Civil do Amazonas após ser apontado como responsável por um laboratório de drogas instalado em um condomínio de alto padrão no bairro Vieiralves, na zona centro-sul da capital amazonense.
A ação foi conduzida por equipes do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob coordenação do delegado Cícero Túlio. O suspeito, identificado como Josué Gomes de Silva, possui dupla nacionalidade e vinha sendo monitorado há cerca de seis meses.
Investigação e monitoramento
Segundo a polícia, o investigado apresentava intensa movimentação internacional, com viagens frequentes entre o Brasil e os Estados Unidos. Durante o período de investigação, os agentes acompanharam a rotina do suspeito e reuniram elementos que indicavam possível envolvimento com o tráfico de drogas.
A prisão ocorreu após os policiais flagrarem o momento em que ele realizava a entrega de entorpecentes a um usuário, que também foi detido na ação.
Laboratório dentro de apartamento
Após a abordagem, os agentes seguiram até o imóvel do suspeito, localizado na Rua Rio Javari, onde encontraram uma estrutura completa para preparo e distribuição de drogas.
No local, foram apreendidas quantidades de cocaína, além de equipamentos como balança de precisão, prensa mecânica, embaladora a vácuo e materiais plásticos utilizados para acondicionamento.
Parte da droga já estava preparada em cápsulas, método frequentemente usado no transporte por “mulas”, com revestimento que dificulta a detecção em exames de raio-X.
Tentativa de intimidação
Durante a abordagem, o suspeito tentou intimidar os policiais, afirmando ser pai de um agente do FBI e alegando que seria liberado. A informação sobre o vínculo familiar foi confirmada, mas não interferiu na atuação da equipe.
O homem foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e deverá passar por audiência de custódia. Com ele, também foram apreendidos dois passaportes, um brasileiro e outro americano. As investigações seguem para identificar possíveis conexões e outros envolvidos no esquema criminoso.
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