11/04/2026
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Lula sanciona Lei que prevê tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres

Lula sanciona Lei que prevê tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres
Foto reprodução

Novas medidas incluem monitoramento de agressores, tipificação do vicaricídio e criação de data nacional de proteção

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que fortalecem o combate à violência contra a mulher. As novas medidas ampliam mecanismos de proteção e, ao mesmo tempo, atualizam a legislação diante de diferentes formas de agressão.

Entre os destaques, uma das leis prevê o monitoramento eletrônico de agressores em casos de violência doméstica. Além disso, outra proposta tipifica o crime de vicaricídio — quando filhos ou parentes são assassinados para atingir emocionalmente a mulher. Por fim, o terceiro projeto institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas.

Legislação precisa acompanhar novas formas de violência

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, Lula ressaltou a necessidade de manter a legislação atualizada. Segundo ele, as mudanças são fundamentais para enfrentar práticas que evoluem com o tempo.

“Toda lei que a gente faz corrige em determinado momento alguma coisa. Mas os violentos encontram um jeito de burlar o que foi feito. Na verdade, estamos cuidando dos efeitos e não das causas”, afirmou Lula ao defender, também, leis que levem o tema para o campo da educação, focada nos jovens, de forma a favorecer uma melhor formação comportamental.

Educação e prevenção entram no debate

Além das medidas legais, o presidente destacou a importância de investir na educação como estratégia de prevenção. Nesse sentido, ele defendeu ações voltadas aos jovens para combater a origem do problema.

“Se a gente não cuidar da causa, a gente não vai resolver esse problema. A mulher sempre estará à mercê de alguém que não cumpre nenhuma regra. O desafio é muito sério”, completou presidente da República.

Redes sociais e influência no comportamento

Lula também chamou atenção para o impacto das tecnologias digitais. Segundo ele, o acesso facilitado a conteúdos inadequados pode influenciar comportamentos violentos, especialmente entre os mais jovens.

“Quem dera essas informações [difundidas nas redes sociais] fossem para uma boa formação; que fossem coisas educacionais e produtivas para criarmos um novo homem e uma nova mulher”, discursou o presidente ao lamentar que haja mais facilidades para se acessar coisas ruins do que boas nesses meios.

Controle digital e desafios atuais

Por fim, o presidente apontou a necessidade de maior controle sobre plataformas digitais como forma de prevenir crimes. Ele destacou que famílias, sozinhas, não conseguem monitorar totalmente o que crianças e adolescentes consomem online.

“Precisamos evitar que os crimes aconteçam. Se a gente não brigar com as plataformas para cuidar disso, não é pai e mãe que vão conseguir cuidar. Não é, até porque pai e mãe têm muitos outros afazeres, e nem sempre estão dentro do quarto, deitados na cama com o filho, vendo o que ele está fazendo [nas redes sociais]. O desafio é muito grande”, completou.


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