A disputa entre os dois ganhou repercussão nacional em 2023, quando Walber comparou a advogada a uma cadela durante uma sessão.
O promotor aposentado Walber Luís Silva do Nascimento ajuizou uma ação por danos morais contra a advogada Catharina Estrella Ballut, solicitando indenização de R$ 30 mil. O caso tramita em Manaus e reacende um conflito antigo entre os dois.
Na ação, Walber acusa a advogada de utilizar informações confidenciais, obtidas durante a relação profissional entre ambos, para tentar impedir sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas.
Defesa aponta uso indevido de informações sigilosas
De acordo com a defesa do promotor, representada pelo advogado Bruno Infante Fonseca, Catharina teria usado documentos e dados funcionais do ex-cliente — incluindo processos administrativos e afastamentos — em um procedimento na OAB-AM que avalia a idoneidade de candidatos à advocacia.
Segundo a acusação, essas informações teriam sido usadas de forma indevida, violando princípios como sigilo profissional, lealdade e confidencialidade.
Além do pedido de indenização, Walber solicita que a Justiça proíba a advogada de utilizar qualquer documento obtido durante a atuação profissional, sob pena de multa.
Advogada nega acusações e diz que documentos são públicos
Procurada, Catharina Estrella Ballut afirmou que ainda não foi oficialmente notificada sobre a ação e negou irregularidades.
Ela declarou que os documentos utilizados no procedimento da OAB-AM são públicos e fazem parte de processos em que figura como terceira interessada, não tendo sido obtidos na condição de advogada do promotor.
Caso reacende polêmica após fala ofensiva em 2023
A disputa entre os dois ganhou repercussão nacional em 2023, quando Walber comparou a advogada a uma cadela durante uma sessão do Tribunal do Júri.
A declaração gerou forte reação e levou à abertura de procedimento disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público, além de ações judiciais por parte da advogada.
Apesar da aposentadoria do promotor, o caso continuou em análise no CNMP. O órgão entendeu que a saída do cargo não impede a responsabilização pelos atos praticados durante o exercício da função.
Atualmente, o processo administrativo disciplinar segue em andamento, com comissão responsável pela apuração das condutas atribuídas ao promotor.
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