21/03/2026
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Brasil avança na gestão do conhecimento com a criação da Biblioteca Virtual em Saúde Indígena

conhecimento com a criação da Biblioteca Virtual em Saúde Indígena
Foto reprodução

Um novo marco para a gestão do conhecimento na saúde pública brasileira foi apresentado em Brasília: o pré‑lançamento da Biblioteca Virtual em Saúde Indígena do Brasil (BVS Saúde Indígena). A plataforma nasce com a proposta de reunir, em um único ambiente digital, documentos técnicos, pesquisas científicas e normativas que antes estavam dispersos. O projeto é fruto da cooperação entre o Ministério da Saúde, por meio da Sesai, e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme/OPAS/OMS).

O evento de apresentação ocorreu na sede da OPAS e reuniu especialistas, lideranças indígenas e gestores públicos. Mais do que um repositório, a iniciativa busca integrar a produção acadêmica com os saberes tradicionais, reconhecendo tecnologias ancestrais como parte essencial do conhecimento em saúde.

A secretária-adjunta de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, destacou que a falta de fontes estruturadas sempre foi um obstáculo para a formulação de políticas públicas. A nova biblioteca pretende suprir essa lacuna, oferecendo referências qualificadas e acessíveis.

Para Alex Sales, coordenador substituto da Sesai, a BVS Saúde Indígena representa um alinhamento entre ciência e saberes territoriais, em consonância com a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (Pnaspi). A plataforma também busca dar visibilidade às produções realizadas dentro das aldeias, aproximando a cooperação internacional da realidade dos territórios.

A expectativa é que a iniciativa fortaleça o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), especialmente nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), muitos deles localizados em áreas remotas. Ao organizar relatórios e experiências locais, o governo pretende ampliar a transparência e facilitar o trabalho de profissionais, estudantes e pesquisadores.

O pré‑lançamento marca o início de um processo colaborativo. O Ministério da Saúde pretende envolver instituições parceiras e representantes indígenas na construção contínua da plataforma, garantindo que ela reflita os desafios e soluções vividos no cotidiano da saúde indígena.

A iniciativa reforça o compromisso com o SUS ao adotar uma gestão baseada em evidências e ao promover a democratização do conhecimento, valorizando a riqueza cultural e técnica dos povos originários.


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