O governo brasileiro anunciou a revogação do visto de Darren Beattie, integrante da administração do presidente Donald Trump. A decisão, confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores nesta sexta-feira (13), foi comentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou que Beattie não poderá entrar no país enquanto persistirem restrições ao visto do ministro da Saúde Alexandre Padilha e de seus familiares nos Estados Unidos.
Segundo Lula, a medida segue o princípio de reciprocidade, já que o governo norte-americano havia cancelado anteriormente os vistos da esposa e da filha de Padilha.
Motivos apontados pelo Itamaraty
Em nota oficial, o Itamaraty informou que o visto de Beattie foi revogado após a identificação de omissões e informações incorretas no processo de solicitação. A apresentação de dados incompletos ou falsos sobre o motivo da viagem constitui motivo legal para negativa ou cancelamento de visto, conforme a legislação brasileira e normas internacionais.
Visita a Bolsonaro gerou controvérsia
Beattie planejava viajar ao Brasil na próxima semana e tinha como um dos compromissos visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso. O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, porém, reconsiderou uma decisão anterior e negou autorização para a visita.
Avaliação diplomática
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou ao STF que a viagem poderia representar ingerência em assuntos internos do Brasil, especialmente em um momento politicamente sensível. Além disso, não havia registro de agenda diplomática oficial para o assessor no país, o que levantou dúvidas sobre os reais objetivos da viagem.
Beattie, que já atuou como redator de discursos no primeiro governo Trump, atualmente é responsável por temas relacionados ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos.
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